Carlos Pereira diz que moção de censura ao governo de Albuquerque é aviso para a “trapalhada”

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O líder do PS-M lança para debate uma moção de censura ao Governo Regional e considera que “os imensos sorrisos amarelos que por aí observo são o reflexo do bom caminho que o PS-M tem feito”.

O líder do PS-Madeira considera que a hipótese de uma moção de censura ao Governo de Miguel Albuquerque “lançada pelo PS depois de cuidada reflexão”, constitui “uma oportunidade muito realista de avisar este governo regional que o povo não aguenta mais trapalhada”. Carlos Pereira diz mesmo que “é este o debate que quero instalar na sociedade madeirense”.

O responsável máximo pelo socialistas na Madeira, que se debate com forte oposição interna e já com um candidato anunciado à liderança, Emanuel Câmara, reage, nas suas habituais notas do dia, a esta realidade vivia pelo PS-M: “Não me peçam para discutir estados de alma ou uma cultura de ódios antigos que atingem sempre os madeirense ou que, no limite, mata o principal partido que está em condições de derrotar o PSD-M. Por isso, os imensos sorrisos amarelos que por aí observo são o reflexo do bom caminho que o PS-M tem feito. Um trajecto que permitiu não só recuperar a sua condição de líder da oposição como se posicionar como alternativa ao governo. Ninguém imaginava ser possível que isso acontecesse depois da derrota colossal de 2015 baseado numa candidatura sem projecto e sem simpatia do eleitorado. Mas é esta a realidade e essa passa toda pelo PS com os ganhos de credibilidade obtido nos últimos dois anos”.

Carlos Pereira lembra que “estamos hoje confrontados com uma profunda crise política e uma interminável instabilidade governativa porque o povo percepcionou em 2015 que Miguel Albuquerque era o mais simpático de todos os candidatos. Era aquele que tinha mais popularidade e, sem projecto e com um percurso autárquico protegido pela propaganda sistemática, venceu as eleições, mesmo com um PSD-M em crise.
Passado mais de dois anos, o caos instalou-se. A empatia deu lugar à indignação. A popularidade caiu vertiginosamente. Tudo porque a população observa um governo regional sem liderança e sem consistência. Mudam-se os secretários. Muda-se o governo quase todo. Mas os problemas persistem. Quando o líder do governo falha, como,está a falhar Miguel Albuquerque, as populações compreendem que um bom executivo regional precisa de liderança, de capacidade de compromisso, de soluções adequadas à realidade , de competência e de maturidade”.