PTP propõe Plano Regional de Florestação com árvores de difícil combustão

O PTP apresentou na Assembleia Legislativa Regional da Madeira um projecto de resolução que preconiza um Plano Regional de Florestação com espécies de difícil combustão. Na medida, apresentada pela deputada Raquel Coelho, recorda-se que, nestes últimos anos, a Madeira foi fustigada com quatro grandes incêndios, “com devastadoras consequências” e perda de vidas humanas, animais, e muito património natural e edificado destruído.

No âmbito das medidas e acções para defender o território da RAM dos incêndios florestais e urbanos, dizem os trabalhistas, há que encontrar novos modelos para a reflorestação e sustentação da floresta, dado o tipo de orografia da ilha e a ocorrência de catástrofes ser crescente, em consequência também das alterações climáticas e do aquecimento global.

O PTP defende a necessidade de proceder a profundas alterações do sector florestal, com a valorização das espécies de difícil combustão, e a mitigação de fenómenos como os incêndios florestais, assente num reforço da sustentabilidade da gestão da floresta.

“Desde logo, impõe-se a criação de condições mais adequadas para a implantação e expansão de espécies florestais de difícil combustão, as designadas “árvores bombeiras”, como é o caso dos bidoeiros, carvalhos e castanheiros. Sendo árvores folhosas, conseguem manter o ambiente húmido e durante o Verão estão verdes, dificultando por isso a sua combustão, durante os períodos de calor e mais propícios à ocorrência de incêndios. Por outro lado, produzem uma folhagem que ao acumular-se no solo é pouco inflamável e se decompõe com facilidade, ou seja, cai no Outono e quando chega o Verão, grande parte decompõe-se, deixando pouca manta-morta, altamente potenciadora de incêndios e criando uma zona de corta fogo natural”, refere o partido.

Mas, diz o PTP, para que a reflorestação vá ao encontro dos objectivos pretendidos, tem de ser realizada de forma inteligente. Daí a defesa dum plano regional de florestação que dê primazia a espécies de difícil combustão e que restrinja a expansão da área de eucalipto, árvore altamente inflamável e potenciadora de incêndios.

Por isso o PTP vem propor que a ALRAM  recomende ao Governo Regional a criação e implementação um plano regional de florestação com espécies de difícil combustão.