Rubina Leal apela aos apoiantes em comício: “que ninguém fique em casa” a 1 de Outubro; e tragam outras duas pessoas consigo

Fotos: Luís Rocha e DR

Milhares de pessoas juntaram-se hoje no Madeira Tecnopólo, num jantar-comício organizado pela candidatura de Rubina Leal à Câmara Municipal do Funchal. Não faltou, efectivamente, o carinho do público, nem as canções entusiásticas, as bandeiras do partido a esvoaçar e a claque da JSD a entoar que “quem não salta, não é da malta”.

Tudo ao melhor estilo a que o Partido Social-Democrata nos habituou durante quarenta anos de Jardim, só que sem a presença visível do dito. Até Miguel Albuquerque pulava aos ritmos da JSD, e entusiasmou-se a discursar, deixando-se inclusive arrebatar pelo triunfalismo, e afirmando que Rubina ganhará a Câmara do Funchal. A cerveja corria, célere, por entre os convivas, mas, regra geral, o ambiente (e os discursos) foram muito mais civilizados do que já tivemos ensejo de ver, ao longo de muitos anos de jornalismo, em eventos similares. Resta saber se será suficiente.

O presidente do PSD-M não deixou incólume a gestão camarária de Paulo Cafôfo. Antes pelo contrário, a sua voz estrondeava: “Durante quatro anos, não fizeram nada! Agora vêm com falinhas mansas, pedir confiança ao povo!”, indignava-se o líder, a puxar pelas cordas vocais, e a criticar aquilo que considera ser o “desgoverno” do Funchal.

O remédio, para que o Funchal se torne uma cidade próspera, bem organizada e limpa, que possa voltar a ser “a pérola que sempre foi”, está bem de ver, na sua perspectiva, é votar em Rubina Leal.

Albuquerque salientou a experiência da candidata enquanto vereadora da CMF durante quatro anos, e como governante durante dois, dizendo que se trata de alguém “íntegro e trabalhador”.

“É ela que vai ganhar as eleições”, proclamou, por entre gritos entusiásticos da multidão. A julgar pela quantidade de pessoas ali reunidas, Rubina conta com um bom apoio dos militantes de um “partido de coragem, do povo e dos trabalhadores”, como o classificou Miguel Albuquerque, que desvalorizou sondagens menos favoráveis. “Estão muito enganados! Aqui está a resposta!”, exultou.

Por seu turno, Rubina Leal optou por uma exortação que constituiu uma curiosa variação do adágio de esquerda “traz um amigo também”: a candidata apelou a cada uma das pessoas presentes no seu jantar de apoio que trouxesse para as urnas, a 1 de Outubro, duas outras pessoas consigo para que votassem a seu favor. E prometeu que, se assim for (ou seja, se vier não um mas dois amigos ou familiares) a Câmara estará ganha.

“Rubina vai em frente, tens aqui a tua gente”, entoava a banda encarregue da animação. E, aproveitando a embalagem, a candidata laranja não fez por menos e cumprimentou todas as pessoas, agradecendo a casa cheia.

“Temos aqui todas as freguesias do Funchal”, congratulou-se. Agradeceu ao partido, à JSD, aos TSD e a todos os que a têm apoiado neste seu percurso rumo à presidência da Câmara Municipal. O que “nos move”, garantiu, é conviver com as pessoas e tentar resolver os seus problemas e as questões que as afligem.

“Eu sei a equipa que tenho (…) Estão todos aqui presentes, são todos pessoas que estão com muita vontade de trabalhar e muita vontade de fazer a diferença”, enfatizou, garantindo que se trata de candidatos que têm um projecto e querem pô-lo em prática.

Esta, reconheceu, foi uma campanha dura. Há muito tempo que tem procurado auscultar os problemas das pessoas, das mães, dos idosos, dos jovens, disse. E não há ninguém – garantiu –  que não queira uma mudança em relação à actual gestão da coligação Confiança na CMF.

Por isso, salientou, deposita confiança em cada uma das pessoas que a apoiam. “A minha primeira proposta é na área social”, sublinhou. “Vamos devolver o IRS às famílias”, assegurou, por entre outras promessas, como apoiar o transporte escolar ou criar bolsas de estudo.

“Mas vamos sobretudo”, insistiu, “criar uma cidade dinâmica, uma cidade de futuro, uma cidade para todos, em que todos sejam tratados da mesma forma. Quero uma cidade que trate todos por igual, e que dê oportunidades àqueles que mais precisam e aos mais vulneráveis”.

“Eu sei que a escolha está nas vossas mãos, e sei que vão escolher o melhor, e esse melhor é votar PSD nas próximas eleições autárquicas”, referiu.

A escolha, frisou, é “entre aqueles que não fizeram nada” e aqueles que “têm um projecto”.