Rubina Leal alerta moradores de São Gonçalo para “os perigos do PDM”

 

A candidata do PSD à Câmara Municipal do Funchal alertou ontem à noite a população para os perigos que representa o Plano Director Municipal que o actual executivo camarário quer aprovar “nas costas dos munícipes”.

Rubina Leal falava no âmbito dum comício que decorria em São Gonçalo. E declarou: “Aqui em São João Latrão e no Pomar, há zonas em que a nossa população não vai poder construir nos terrenos que tem porque o actual executivo está a mudar as regras. Está a alterar as regras e as pessoas não vão poder construir nos seus terrenos”, avisou a candidata, durante uma intervenção num encontro de campanha junto à Capela da Boa Esperança.

A candidata salientou tratarem-se de terrenos que em muitos casos aguardavam processos pendentes na Câmara e que com este PDM que a autarquia quer aprovar, ficam completamente desvalorizados.

“O PDM não é para brincar, não é para fazer aquilo que os senhores fizeram durante quatro anos, que estiveram com este projeto na gaveta, não é para discutir nas costas da nossa população, que é aquilo que está a acontecer”, sublinhou a candidata social-democrata, exemplificando com as mais de 700 reclamações que aquele diploma já recebeu. “Há muita gente que não concorda com aquilo que está a acontecer”, denunciou.

Salientando que ninguém pode brincar com os destinos da Cidade, Rubina Leal lembrou que a verdade é um compromisso que deve estar na política, ao contrário do que tem acontecido nos últimos quatros anos na Câmara onde se andou a “enganar” a população.

Afirmando “um projeto de verdade”, acrescentou pretender melhorar a qualidade de vida da população do Funchal, bem como “o desmazelo total nas questões da limpeza, nas questões do saneamento básico, nas questões dos nossos parques e jardins que estão verdadeiramente desleixados”. Rubina quer uma cidade arrumada, e de “oportunidades para todos”.

Por outro lado, prometeu a devolução de 4,7 milhões de euros às famílias, através do IRS, e o reforço do apoio para os mais carenciados. “Vamos devolver IRS às famílias para aumentar os seus rendimentos e criar um Fundo Municipal de Solidariedade para apoiar as pessoas que se encontram em situação de emergência”, voltou a insistir, explicando que vai ajudar quem realmente necessita.

Não vamos – afirmou – fazer como o candidato da coligação, que diz que vai dar manuais escolares a todos. Aos ricos e aos pobres. “Todos sabemos o quanto isso custa, todos sabemos que isso é impossível. Vamos apoiar aqueles que realmente precisam, vamos apoiar com critério”, vincou, terminando com elogios ao candidato do PSD à Junta de Freguesia de São Gonçalo, Duarte Luciano. Um homem de “coragem” e “determinação”, que não se deixou intimidar pela coligação que o pressionou para não dar à cara pela sua freguesia, acusou.

Opróprio Duarte Luciano afirmou ter sido pressionado pela Coligação Mudança para não aceitar ser candidato pelo PSD à Junta de Freguesia de São Gonçalo. Em causa, diz uma nota de imprensa do PSD, estiveram represálias no que respeita à colocação do piso sintético no Clube Desportivo 1º de Maio, onde Duarte Luciano é presidente.