Nova Mudança denuncia “exploração de mão-de-obra” pela Câmara e Juntas de Freguesia

A Coligação Nova Mudança esteve hoje em campanha eleitoral, precisamente junto do Instituto de Emprego da Madeira, local onde denunciou a “escravatura” de que são alvos centenas de cidadãos, através dos  programas de emprego deste organismo. Segundo a coligação, jovens altamente qualificados são recrutados pela Câmara e pelas juntas de freguesia e recebem ordenados abaixo do salário mínimo nacional, auferindo valores de 419,22 euros, “o que é uma afronta para quem trabalha e para os pais e avós que muito se esforçaram para pagar os estudos aos seus filhos para receberem esta verdadeira miséria”.
Diz a “Nova Mudança” que a Câmara e as juntas de freguesias usam e abusam destes programas para suprir as suas deficiências e depois de acabar o prazo destes programas, “deitam fora os trabalhadores e vão depois buscar mais”, sendo esta “uma forma injusta e desumana de tratar as pessoas”.

O candidato Roberto Vieira promete, consequentemente, que se for eleito esforçar-se-á por criar um gabinete de apoio jurídico para os trabalhadores, a título gratuito onde possam ter um espaço que trate dos seus problemas em sigilo. Referiu ainda que tem recebido denúncias de trabalhadores do sector privado, que não recebem os seus vencimentos nem os subsídios de férias e Natal, e são ameaçados de despedimento caso denunciem a situação precária em que vivem. Porque precisam de trabalhar para sustentar as suas famílias, ficam calados e não relatam estas situações, diz.