Rui Barreto apresenta múltiplas propostas para o comércio no Funchal

O candidato centrista Rui Barreto garante que uma autarquia rápida nas respostas atrai mais investimento. Barreto , que se candidata a presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), apresenta diversas propostas naquilo que concerne à dinamização económica da cidade, que deve ser orientada por três vectores, em todas as áreas de negócio: desburocratização e simplificação de procedimentos para atrair investimento; inovação e criatividade; e apoio às actividades de comércio tradicional – comércio de rua para fomentar a dinâmica da cidade e ajudar ao processo de reabilitação urbana.

“A autarquia deve tratar cada munícipe com o respeito com que as boas empresas tratam os seus clientes”, começou por afirmar o candidato, numa acção que hoje colocou em foco o comércio funchalense, anunciando que, se for eleito edil, fará de imediato um levantamento de todos os processos burocráticos instituídos pelas vereações anteriores comprometendo-se, após análise exaustiva, a definir novos procedimentos que simplifiquem – até ao máximo que for legalmente possível – e desburocratizem a relação entre os munícipes e a autarquia. O trabalho deverá ser feito no primeiro ano de mandato, garante.

“Queremos uma Câmara mais ágil, que responda de forma mais célere quer aos investidores e aos comerciantes, quer aos cidadãos que pedem uma licença. A burocracia é a mãe da falta de transparência e a maior inimiga do investimento”, afirmou.

No seu combate à burocracia e à falta de transparência, Barreto propõe outra medida estrutural, a criação de uma plataforma que permita aos cidadãos e aos investidores seguirem em tempo real o andamento dos seus processos.

Paralelamente à já anunciada criação de uma sociedade de reabilitação urbana, que medeie os interesses públicos, os interesses dos investidores e os interesses dos proprietários, criando oportunidades que permitam um verdadeiro processo de reabilitação, Rui Barreto defende que o comércio tradicional é um aliado precioso para um processo de renovação e recuperação económica na cidade do Funchal.

Nesse sentido, propõe apoiar o comércio tradicional, com várias medidas. Em primeiro lugar, contratualizar com a Frente Mar e com outras empresas que explorem parques subterrâneos na cidade, um desconto aos utilizadores mediante compras efectuadas no comércio tradicional.

“Os valores ainda serão estudados com os comerciantes, para por exemplo, um cidadão que se desloque a uma loja na cidade, faça um valor em compras a determinar, receberá uma hora de desconto num parque subterrâneo. Como é evidente, a autarquia compensará os proprietários privados”, esclareceu Rui Barreto.

Ao contrário daquilo que vem a ser feito até aqui, ou seja, “o calendário de animação da cidade é feito segundo agendas pessoais”, uma autarquia presidida pelo candidato do CDS procurará conciliar, através do diálogo com as associações representativas, os interesses dos comerciantes e os interesses da cidade, adaptando o referido calendário de animação, bem como os locais onde acontecem os eventos, garantiu.

“Tenho muito respeito pelo comércio ambulante, mas também tenho de respeitar os comerciantes que fazem um esforço para, durante um ano, manter os seus estabelecimentos abertos, pagar aos seus trabalhadores e fornecedores, pagar impostos e oferecer à cidade serviços inestimáveis”, acrescentou o candidato.

Outra ideia de Rui Barreto para ajudar a revitalizar o comércio e para, ao mesmo tempo, dar oportunidades de trabalho as alguns das centenas de jovens licenciados pela Universidade da Madeira que não têm emprego na área de educação infantil, passa por contratar educadoras que, a tempo parcial e em apenas em alguns parques infantis já construídos ou a construir,  nas zonas de maior densidade comercial, irão “desenvolver actividades com as crianças, enquanto os pais vão às compras, deixando-as em segurança e com pessoas devidamente formadas e credenciadas. Eu sou pai de três crianças e sei as dificuldades que por vezes sinto quando quero ir às compras e não tenho nenhum familiar com quem as deixar”, disse.

Se for presidente da autarquia, Rui Barreto dará sequência ao trabalho feito pelo CDS nos últimos quatro anos, relembrando a baixa no preço dos parquímetros bem como nas taxas de esplanadas, toldos e outros materiais ficou a dever-se a propostas do partido.