Barreirinha sem água quente para os banhistas e sem elevador de acesso aos deficientes motiva críticas

A CMF fez recentes melhoramentos mas falta cumprir com o resto.

O Complexo Balnear da Barreirinha ficou-se pela promessa de ter água quente nos balneários este verão e o elevador de acesso para os deficientes. Estas lacunas são apontadas à Câmara Municipal do Funchal que deixou, para já, apenas a promessa de preencher estas lacunas. Mas agosto já lá vai…

Este complexo balnear, frequentado diariamente por centenas de banhistas, foi alvo de recentes melhoramentos por parte da CMF através da gestão Frente Mar. Fizeram-se as pinturas do imóvel e as rampas de acesso ao mar para os deficientes. A intervenção camarária foi aplaudida por todos, mas eis que o verão caminha para o fim e há trabalho que está por concluir. Cada banhista paga de acesso dois euros por um dia de praia, mas, faça frio ou sol, são forçados ao duche de água gelada, contrariamente a outros complexos, como é o caso do Lido. As pessoas mais idosas são as que mais reclamam ao FN, em particular nos últimos dias de tempo mais  cinzento. Também o duche de água fria afasta os deficientes deste espaço balnear que, como se não bastasse, ainda não viram a funcionar o prometido elevador de acesso ao complexo, considerando que os sucessivos degraus são uma grande barreira.

Para quando o ginásio público?

Outra aspiração de quem frequenta a Barreirinha é a prometida dinamização de um ginásio reservado aos banhistas, no sentido de conciliarem a praia com o exercício físico. Existe nas instalações um pequeno ginásio mas que está reservado apenas a alguns idosos. O objetivo é aproveitar as instalações que existem para dinamizar um espaço público de exercício físico para ocupação também de todos aqueles que pagam uma entrada para ficar o dia na praia.

De resto, o complexo é bem apreciado pelos visitantes, quer pela localização, quer pela segurança. Os serviços prestados são considerados positivos, até mesmo pelos muitos turistas que o procuram, mas sensibilizam a CMF(Frente Mar para a resolução de outros aspetos que poderão tornar mais atrativo o espaço e que também fazem a diferença. Uma lógica que deveria ter sido tida em linha de conta até mesmo antes do início da época balnear, até como forma de rentabilizar o espaço, uma vez que os cidadãos procuram a praia não apenas para o mar e sol, mas pedem também atividades de animação para crianças e adultos.