“Funchal Forte” promete que se vencer eleições não vai licenciar lojas no novo Savoy

Foto Funchal Forte.

O ex-vereador da Câmara Municipal do Funchal e cabeça-de-lista da coligação “Funchal Forte”, Gil Canha foi o porta-voz de uma iniciativa levada a cabo esta manhã em frente ao novo hotel Savoy, na Avenida do Infante.

Canha prometeu, no caso de ser eleito presidente da Câmara do Funchal, que “não irá licenciar nenhum espaço comercial nem dar qualquer licença de utilização a lojas, galerias comerciais, restaurantes, supermercados ou qualquer espaço de venda ao público, previstos para abrir no novo Hotel Savoy”.

E explicou porquê:

“Como é de conhecimento público, a Madeira e a cidade do Funchal estão a pagar um preço muito elevado por causa desta gigantesca macrocefalia. São impates paisagísticos negativos no nosso anfiteatro, é a escala descumunal deste gigantesco hotel que rebenta com a leitura de toda a envolvente; são os problemas que irá causar na rede viária, saneamento básico e meios operacionais de socorro, em caso de incêndio; é a massificação e banalização turística do destino Madeira, e pior ainda, irá retirar a curto prazo com a capacidade de reabilitação e regeneração da nossa urbe. Deste modo não podemos permitir que um hotel que já nos causa todos estes prejuízos, ainda venha a usufruir de espaços comerciais de venda ao público, quando a nossa cidade tem ruas completamente desertas, prédios em ruinas e lojas e restaurantes fechados ou com comerciantes desesperados, lutando em agonia pela sua sobrevivência económica”.

“Era o que faltava, termos um hotel virado para a política do all included, fechado para si mesmo, um verdadeiro gueto turístico, a fazer concorrência directa aos nossos comerciantes, que com o seu hercúleo esforço ainda mantêm a cidade em pé”, revelou.

Segundo a coligação foi “graças ao facilitismo e à incompetência de Miguel Albuquerque e Paulo Cafôfo que os promotores do Savoy ganharam índices de construção e de capacidade construtiva completamente astronómicos e impensáveis para um simples cidadão, deste modo não podem ter direito a tudo nem a todas as mordomias e privilégios”.