Rubina Leal assinala 1.º ano após os incêndios com visita a uma moradia em reconstrução

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Decorrido um ano após os incêndios que fustigaram a Cidade, a candidata do PSD à Câmara Municipal do Funchal assinalou ontem a data com a reconstrução.

Numa visita a uma moradia que está a ser recuperada na zona da Capela da Choupana, em Santa Maria Maior, Rubina Leal falou no “regresso à normalidade”, só possível com o trabalho iniciado junto das famílias afetadas.

“Apoiamos as famílias a reerguerem-se. E vamos continuar a trabalhar junto delas”, disse Rubina Leal, explicando que a sua “primeira preocupação” foi realojar as pessoas e devolvendo o mais rapidamente possível a normalidade.

“Lamentavelmente no ano passado, neste mesmo dia, tivemos aqui um grande fogo que atingiu muitas habitações mas que, de uma forma célere, as pessoas foram sendo realojadas em segurança”, recordou a candidata, elogiando o trabalho que tem sido desenvolvido por associações como a ASA, na reconstrução das casas atingidas pelas chamas.

Com a verba que foi transferida pelo Fundo de Socorro Social, através da Segurança Social, a ASA reconstruiu e apoiou mais de 215 habitações, num investimento superior a 1.130 milhões de euros. “Obviamente ainda existem casas a serem reconstruídas – aquelas que estavam totalmente danificadas –, mas temos pessoas que têm a sua vida normalizada fruto do trabalho de reconstrução e reabilitação que foi realizado.”

Um trabalho de recuperação que tem sido feito exclusivamente pelo Governo Regional em parceria com entidades como a ASA, daí que Rubina Leal critique o papel da autarquia do Funchal.

“Isso para mim é uma questão deveras fundamental. Quando nós falamos em reabilitação, quando falamos em reconstrução temos de falar a verdade. As pessoas sofreram na pele os incêndios do ano passado, e eu gostaria de perceber qual foi exatamente o apoio que a Câmara Municipal do Funchal deu à população na requalificação e na reabilitação destes mesmos fogos”, questionou, lembrando que uma equipa do Porto esteve no terreno a fazer um levantamento para o Município e a Câmara criou na altura um gabinete de apoio à reconstrução.

“Gostaria de saber, até este momento, quantas e quais foram as habitações que este Município apoiou”, admitiu. É claro, continuou, que é importante abraçar as pessoas que foram vítimas, que sofreram, mas ao invés de inaugurar estátuas em memória, é fundamental dar futuro às pessoas. “Foi isso que nós fizemos e estamos a fazer. Não foi isso que esta Câmara fez.”