CMF dá conta dos resultados do Balcão do Investidor

A CMF emitiu uma nota de imprensa abordando o funcionamento do balcão do Investidor.

“O Programa de Revitalização do Comércio e Serviços do Funchal (2015-2017) foi uma das estratégias centrais do Executivo de Paulo Cafôfo, no sentido de regenerar a economia local do Funchal que, no fim de 2013, atravessava um período deveras complicado. O Executivo eleito pôs, assim, as mãos à obra e desenvolveu um ambicioso programa orientador que hoje, com dois anos e meio de vigência, já executou a quase totalidade das suas 70 medidas orientadoras, com resultados que estão à vista por toda a cidade”, afirma a nota.

A CMF refere que o Balcão do Investidor, criado em Agosto de 2015 para funcionar como um espaço complementar aos actuais serviços municipais, fornece um atendimento personalizado e especializado nas áreas de comércio, serviços e reabilitação urbana, sendo fornecida aos utentes informação sobre os benefícios fiscais, apoios e incentivos financeiros, procedimentos de legalização, requerimentos e licenciamentos, ou seja, toda a informação fundamental para a concretização de um investimento.

O edil Paulo Cafôfo recorda que “há quatro anos, impunha-se que a revitalização da economia local estivesse no centro de uma agenda para o Funchal. A cidade tem nas fundações da sua economia o comércio e o turismo, pelo que se exigia definir uma estratégia e aplicar um programa, não se ficando pela teoria. O alcance das medidas postas em prática nos últimos dois anos deu ao Funchal ferramentas que a cidade nunca teve, no incentivo à reabilitação urbana, na dinamização do comércio local, através da valorização do espaço público, da cultura e dos eventos, e na qualificação do nosso produto turístico, enquanto destino Funchal.”

Entre Agosto de 2015 e Junho de 2017, diz Cafôfo, foram quase dois milhares de atendimentos a potenciais investidores, que recorreram aos serviços e ao encaminhamento do Balcão, em busca de incentivos e apoios, da agilização e dos licenciamentos chave na mão, e de mais informação e orientação.

Com base nos dados estatísticos da afluência ao Balcão do Investidor, entre Agosto de 2015 e Junho de 2017, 38% dos investidores que se dirigiram aos serviços procuraram informações a respeito de licenciamentos das mais diversas actividades económicas. Seguiram-se informações sobre o Alojamento Local (22%), informações gerais relacionadas com o investimento no Município do Funchal (15%) e, igualmente, com a Área de Reabilitação Urbana (13%).

Os investidores apresentaram-se maioritariamente em nome próprio (79%), assumindo as empresas a restante fatia dos esclarecimentos junto dos serviços (21%). Este ano, tem-se verificado, igualmente, alguma procura por parte de investidores estrangeiros e emigrantes, a que não é alheia a criação de um Gabinete do Emigrante dentro do Balcão do Investidor, que veio funcionar como secção específica, focalizada nos investidores madeirenses espalhados pelo Mundo. As novas oportunidades de negócio foram apelativas, em partes semelhantes, para o público masculino (58%), como feminino (42%), um dado interessante, pese o maior peso dos primeiros. No que respeita aos licenciamentos, a restauração é a actividade económica de referência (21% do total). Seguiram-se actividades de produtividade local (12%), as lojas de vestuário (10%) e as mercearias (10%), informa a edilidade.

A procura dos serviços prestados pelo Balcão do Investidor tem vindo, de resto, a crescer exponencialmente, uma vez que 44% do total de atendimentos deu-se já neste ano de 2017, diz a CMF.