Passageiros com meio dia à espera no balcão da Groundforce e uma fila para mais 8 ou 9 horas

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Para estes passageiros, cerca das 17 horas, havia pela frente uma longa espera.

Há pouco foram atendidos os passageiros que se encontravam na fila de espera para o balcão da Groundforce há quase meio dia, para onde se dirigiram na sequência do cancelamento dos voos da TAP previstos para este dia, devido aos ventos e às consequências daí advindas, uma vez que os aviões, que deveriam ter saído esta manhã da Madeira, rumo ao Porto e a Lisboa, não aterraram ontem à noite. A TAP não tinha aviões na Região e, por via disso, sucederam-se os cancelamentos.

Desde sensivelmente as 5.30 horas começou a afluência ao balcão de serviço ao cliente, da Groundforce.  E mesmo que houvesse a possibilidade da operação de reencaminhamento para outros voos ser feita no balcão do Funchal, a maior parte das pessoas optou por manter-se no aeroporto, uns por falta de transporte, outros por mera opção. A verdade é que a situação, ao longo do dia, agravou-se consideravelmente, ao ponto de termos registo de passageiros, atendidos cerca das 16.30, que estiveram perto das 12 horas de espera, o que não é nada abonatório relativamente ao serviço e à realidade que deveria ser adaptada às cinscunstâncias, acusam alguns dos passageiros indignados com o que se estava a passar.

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A fila começava junto ao primeiro controle de passageiros.

Pelas 17 horas, o retrato tinha sido desastroso para uns, que perderam ali o dia, mas previsivelmente desastroso para outros. Para a Groundforce, havia fila para mais 8 ou 9 horas, garantidamente. O que, nos tempos que correm, dizem passageiros desesperados, não é compreensível. Para quem conhece o aeroporto, a fila começava junto ao primeiro controle de embarque  de passageiros, e o balcão é do lado contrário. Um caso sério.

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O balcão da Groundforce não teve “mãos a medir”. Houve quem esperasse 12 horas. E outros tinham quase isso pela frente.

Além disso, o serviço naquele balcão acabou por ter altos e baixos, o que se é compreensível num dia complicado como o de hoje, a realidade aconselharia a um reforço ou abertura de outro balcão. Houve momentos mesmo em que apenas esteve uma funcionária, com milhares de pessoas à espera. E obviamente que essa situação levou a algumas reclamações de passageiros, sobretudo aqueles que tinham ligações  e outros que começavam a trabalhar.

O encaminhamento para novos voos acabou por ser feito, primeiro para quarta-feira e depois para quinta.

Este episódio, que vem sendo frequente no aeroporto da Madeira, em função dos ventos que ali ocorrem, traz à discussão determinadas questões de reflexão para as autoridades e que hoje pudemos constatar nos comentários que foram sendo feitos. A falta de hotéis, argumento que levou a que muitas pessoas passassem a noite passada no aeroporto, a existência de uma senha de pequeno almoço, pelas 10 horas, e nada mais durante o dia, apesar daquela longa espera, além do exigível reforço de atendimento do balcão, são assuntos que pelo menos justificam reflexão para o futuro, para debate das autoridades competentes.