
*Com Sílvio Mendes
O humorismo é uma arte que nem sempre está ao alcance de todas as pessoas. Os artistas que se dedicam a fazer rir as plateias são merecedores dos maiores elogios.
Todavia há que saber escolher o que se diz em palco para assistências onde se encontram pessoas das mais diversas sensibilidades. A Madeira sempre teve excelentes humoristas quer a nível individual, quer em grupos entre eles, os palhaços que são sempre «a alegria das crianças».
Há algum tempo que um grupo de humoristas madeirenses tem atuado em muitas localidades da Região alcançando cada vez mais sucessos que se estendem também à internet com vídeos visualizados por muitos milhares de pessoas. Usando um tipo de humor que parece agradar a uma larga faixa de fãs, têm sido criticados pelo excesso de linguagem que utilizam nada própria para quem está em palco perante largas centenas de espetadores como sucede nos arraiais madeirenses, onde há quase sempre um elevado número pessoas, muitas das quais, devido à boa educação recebida, se sentem incomodadas pelo palavreado que até é obsceno e que nunca deverá ser dito em público.
Muitas pessoas ficam incomodadas com os textos que esse grupo apresenta onde as palavras que dizem são do mais baixo calão. Fazer rir não é utilizar palavrões. Porque os elementos desse grupo têm alguma criatividade e arte é, de facto, de lamentar que recorram ao incentivo à bebida, numa terra onde o problema do alcoolismo é muito grave e que não tenham em atenção que nem sempre «dizer asneiras» é sinónimo de que o grupo tem qualidade.
A Madeira continua a ter ótimos artistas que devem ser sempre apoiados mas a eles também se deve exigir um mínimo de qualidade para que esta Região seja dignificada.
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