Novo Hospital, Subsídio de Mobilidade e verbas dos incêndios na “falta de vontade política da República”, acusa o PSD-M

Comissãop Política 18-07
A Comissão Política do PSD-Madeira acusa Lisboa de “falta de vontade política” em vários assuntos. O novo Hospital e o Subsídio de Mobilidade são dois deles.

A Comissão Política Regional do PSD-Madeira, reunida ontem, enumerou alguns dos assuntos pendentes com a República, acusando Lisboa de “manifesta falta de vontade política”. É o financiamento do Novo Hospital, a revisão do Subsídio de Mobilidade, os juros da dívida, as dívidas dos subsistemas de saúde, as receitas dos Jogos da Santa Casa, a sobretaxa do IRS ou as verbas dos incêndios.

Com a República há ambiente hostil, mas na Região os indicadores, na visão social democrata, apontam para um “clima de recuperação económica e social, a dinâmica empresarial e a confiança, com os indicadores a revelarem um crescimento do investimento em quase todos os sectores da nossa economia, o que tem reflexos na diminuição do desemprego, que atingiu em Abril deste ano, o seu valor mais baixo desde há seis anos”.

Neste quadro de recuperação económica, Pedro Calado, porta voz da Comissão Política, referiu que “o Governo Regional assumiu e cumpriu dois compromissos essenciais para os Madeirenses: a redução de impostos e a reposição dos rendimentos. Em 2017, a redução do IRS devolveu 6,5 milhões de euros às famílias madeirenses, sem esquecer a redução das taxas de ISP, da acomodação da descida do IVA na restauração e a reintrodução do Subsídio de Insularidade na Madeira, no valor de 4,5 milhões de euros, e que beneficia mais de 19 mil famílias madeirenses”.

O apoio a todos os candidatos do PSD-M às autárquicas de 1 de outubro, a mobilização para a Festa do Chão da Lagoa, no próximo domingo 23 de julho e o comício de verão no Porto Santo a 18 de agosto, foram assuntos que apelaram à participação da máquina “laranja”.

A Comissão Política congratulou-se, também, “com a aprovação, na especialidade por maioria, na Assembleia da República, de uma iniciativa do PSD que coloca um fim à confusão jurídica em torno do direito dos trabalhadores da Câmara Municipal da Ribeira Brava e à alteração do posicionamento remuneratório por opção gestionária. Com esta iniciativa, os 68 funcionários da Câmara Municipal da Ribeira Brava, que em 2015 foram notificados para devolverem dinheiro, já não o terão de fazer, corrigindo-se uma situação de injustiça”.