São Vicente vai recuperar casas degradadas para habitação social

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O presidente da Câmara quer resolver o problema da habitação social mas num modelo novo que não passa por complexos habitacionais, mas antes pela recuperação de casas degradadas. Distribui melhor as famílias e defende o património. Foto Rui Marote

A habitação social foi, em tempos, uma questão pacífica para São Vicente, sem necessidade de canalizar esforços no sentido de uma política mais ativa. Não havia necessidade. Isso era antes, agora é bem diferente e o presidente da Câmara afirma que chegou o momento de promover uma intervenção autárquica, em articulação com a Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM).

Aquele concelho a norte já tem um complexo habitacional do IHM, no sítio do Pomar, mas José António Garcês diz que há uma extensa lista de espera, a exigir medidas que já estão a ser pensadas pela atual gestão. “Trata-se de um espaço de habitação social, mas as pessoas tratam como se fosse seu, têm muita atenção ao local onde moram e isso é algo que nos satisfaz. Só que é insuficiente em função da enorme procura”.

O autarca revela que a Câmara pretende criar mecanismos para que “os jovens fixem a sua residência no concelho e tenham a possibilidade de fazê-lo mesmo sem condições financeiras para aquisição ou de construção. Mas não queremos disponibilizar casa às pessoas no modelo de complexo habitacional, queremos sim adquirir imóveis que estão degradados ou que estejam em condições mas que os proprietários queiram vender, vamos recuperá-los e coloca-los para habitação social. Recuperamos o património e resolvemos o problema da habitação, evitando grandes concentrações populacionais, além de podermos contribuir para que algumas famílias até fiquem no sítio a que estão habituadas a viver, na casa dos pais ou na casa dos avós”.

Não falta, também, um ajustamento para jovens que façam aposta habitacional no concelho. Até ao momento, a isenção de licenças era da ordem dos 50% e vai passar a ser 100%. A idade também é alargada, até aos 35 anos, em função da realidade do mercado em que os jovens resolvem a sua situação habitacional cada vez mais tarde.