Violenta invasão do parlamento venezuelano faz 13 feridos

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Estas imagens correm mundo e relacionam-se com a invasão de hoje ao parlamento venezuelano. Foto JN/Reuters

Um grupo de 30 pessoas, supostamente ligadas a Nicolás Maduro, invadiu esta tarde o parlamento venezuelano, que estava a comemorar o Dia da Venezuela, resultando numa onda de violência que resultou em 13 feridos, números avançados pela polícia, que acabou por retirar os invasores pouco depois.

Há relatos de deputados e funcionários feridos e a situação surge na sequência do caso que se instalou no país, há algum tempo. Os números refletem a situação preocupante no país onde existe uma vasta comunidade madeirense: 90 mortos desde que eclodiu o conflito.

Os jornais e as agências dão conta deste incidente grave. O El País Internacional relata que “o ataque começou às 11h50, no horário local, quando manifestantes pró-governo, que até então rodeavam discretamente o prédio, invadiram o Palácio Federal Legislativo, no centro de Caracas. Jornalistas, funcionários da Assembleia e parlamentares foram alvo de agressões e roubos”. No momento em que reportava o assunto, o jornal adianta que existiam pelo menos cinco deputados estavam feridos: “Nora Bracho, Armando Armas, Américo De Grazia, Luis Padilla e José Regnault Hernández, todos da oposição. Ainda eram ouvidos ruídos de explosivos nas imediações, ao lado da Praça Bolívar de Caracas e das sedes da Chancelaria, do governo da capital e do Palácio Arcebispal”.

A Venezuela tem vivido momentos de tensão, um autêntico “barril de pólvora” que pode colapsar a qualquer momento. As autoridades portuguesas, em geral, e particularmente as autoridades regionais, têm vindo a desenvolver esforços tendentes a avaliar e acompanhar a crise e a situação dos portugueses.

À Região, nos últimos meses, chegaram muitos emigrantes em fuga, entre eles lusodescendentes, exigindo uma intervenção no sentido de preparar consequ^dencias maiores. Os últimos números davam conta de mais de mil pessoas inscritas no Instituto de Emprego nos últimos 9 meses.