Tranquada Gomes no Dia da Região: “Temos de reavivar o discurso autonomista arrojado”

Fotos Rui Marote.

A Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região e das Comunidades Madeirenses começou e irá acabar na Praça do Povo.

Começou com a guarda de honra às entidades oficiais e prosseguiu com a sessão solene no salão nobre da Assembleia Regional.

Neste sábado, 1 de Julho, na intervenção da praxe, o presidente do parlamento regional, Tranquada Gomes disse que “temos de reavivar o discurso autonomista arrojado, inspirador e motivador para que as pessoas, em especial os nosso jovens, mas também as instituições, se revejam na Autonomia regional e nela tenham fundado orgulho e respeito”.

O líder do parlamento insular disse que a Madeira não aceita “qualquer lógica centralista ou recuo nas conquistas constitucionais que a Autonomia regional até hoje alcançou”.

Para Tranquada Gomes “há que superar desconfianças e divergências ou tendências mais centralistas que não fazem sentido”.

“Estamos numa fase crucial da evolução do modelo autonómico que reclama reflexão atenta e ousadia”, justificou. “Parece-me cada vez mais óbvio que precisamos de retomar uma cultura autonomista mais determinada e mobilizadora”, prosseguiu.

Para Tranquada Gomes não faz sentido continuar a proibir partidos regionais, a não permitir a criação de um círculo de candidaturas nas regiões autónomas para o Parlamento Europeu, a não restringir as matérias de reserva relativa da Assembleia da República.

Os hinos de Portugal e da Região foram interpretados pelas “Ninfas do Atlântico”.

Depois da cerimónia, as entidades deslocam-se para a Praça da Autonomia, onde decorrerá a colocação de flores junto ao Monumento da Autonomia.

Logo à noite, a partir das 21h30, há a atuação de António Zambujo na Praça do Povo.