Com “mar baboso”, os barcos não andam…

Rui Marote

Dia de São Pedro: apetece recordar quando a baía do Funchal era um calhau imenso e as canoas da mergulhança comemoravam a festividade do santo transportando os banhistas num passeio a remos desde a Barreirinha para o Lazareto ou no sentido inverso, até ao interior da Pontinha.

Geralmente o mar estava sempre calmo, o que apelidavam de “mar baboso”. As canoas decoradas com bandeiras de papel davam um colorido especial, principalmente com tempo nublado, como o do dia de hoje.

As canções entoadas a bordo deste percurso eram  “A maré está cheia, o barco não anda”.
Tudo isto se repetiu hoje, sem canoas: a baía funchalense exibia os Fórmula 1 da vela, os catamarãs GC32 do ‘Extreme Sailing’, mas a música das colunas colocadas no cais 8 era de
outra galáxia.

Amanhã iniciam-se as provas e há quem já tenha feito preces e orações a Iemanjá para que haja o mínimo de vento e o público possa “curtir” as regatas, como dizem os brasileiros…

O vento estava nordeste e rodou para norte; a baía do Funchal está protegida pelo paredão imenso da montanha. Eis a causa desta calmaria. Vamos aguardar. Entretanto, para os lados do Aeroporto há vento para dar e vender.


O Funchal Notícias dá conta, através das imagens, da lenta “fila indiana em que se deslocavam os veleiros…