Funchal aprovou contas com o passivo mais baixo da década

As contas consolidadas de 2016 do Município do Funchal foram aprovadas na última Reunião de Câmara, com os votos favoráveis do executivo da Mudança e a abstenção dos partidos da oposição.

Este foi o último documento financeiro a aprovar no mandato em curso e representa a informação contabilística agregada de todo o grupo autárquico controlado pela CMF, e que compreende, para além do Município, as empresas municipais Frente MarFunchal e SocioHabitaFunchal.

A aprovação das contas consolidadas é um imperativo legal desde 2010, sendo que, em 2016, encerraram o melhor resultado de sempre para o Funchal, com 6,2 milhões de euros positivos e o passivo mais baixo já registado, na ordem dos 185,9 milhões de euros.

Segundo uma nota de imprensa emitida pela autarquia, o balanço de 2016 confirma a tendência de subida dos capitais próprios e a descida acentuada do passivo para o valor mais baixo da década (185,9M€), evidenciando a solidez da atual gestão financeira da CMF, com reflexos positivos nos indicadores de autonomia financeira e solvabilidade, e cimentando a credibilidade do Funchal junto dos seus parceiros comerciais.

A Demonstração de Resultados apresenta uma inversão dos valores tradicionalmente negativos, quer a nível operacional, onde se obteve um resultado positivo de 2,788 milhões de euros, quer a nível corrente, onde se obteve um valor positivo de 1,834 milhões de euros. Os resultados líquidos no exercício consolidado apresentam, por sua vez, um valor positivo de 6,224 milhões de euros, fruto da gestão ponderada e rigorosa dos recursos municipais patente ao longo de todo o mandato, e que permitiu que 2017 seja marcado pela libertação das regras do PAEL e por um regresso ao investimento público consciente.

O Vereador Miguel Silva Gouveia, que tem o pelouro financeiro na Autarquia, refere que “estes resultados são o fruto de um esforço conjunto de credibilização dos procedimentos financeiros da CMF, desenvolvido no último mandato”. Acrescenta ainda que “estão criadas as condições para que não só os parceiros comerciais, mas também todos os funchalenses, reestabeleçam os seus laços de confiança com a gestão da CMF”.