GNR diz que fogo repentino não deu tempo para decidir o fecho da “estrada da morte”

António Costa Primeiro-Ministro
António Costa questionou sobre o não encerramento da “estrada da morte”, em Pedrógão Grande. A GNR já respondeu dizendo que “foi tudo tão repentino, não houve tempo para decidir”.

A Guarda Nacional Repúblicana já respondeu às dúvidas do primeiro-ministro relativamente ao encerramento da chamada “estrada da morte”, onde morreram pessoas dentro dos carros envolvidas pelo fogo em Pedrógão Grande.

António Costa tinha questionado as autoridades sobre o funcionamento da rede de comunicações, bem como sobre as razões que tinham contribuído para o não encerramento da estrada 236-1, sobretudo depois da GNR ter encerrado o IC8.

Em entrevista que neste momento está a conceder à TVI, o primeiro-ministro deu conhecimento da resposta da GNR, que diz ter havido uma surpresa total sobre o repentino avanço das chamas, de tal modo que não deu tempo de ordenar o encerramento da via em causa, mesmo que já antes tenha havido o fecho do IC 8.

António Costa afirma que esta resposta da GNR está em consonância com os relatos feitos na altura em que se deslocou a Pedrógão Grande, no domingo, mas também diz que qualquer resposta será melhor fundamentada posteriormente.

O líder do governo afirma que é importante confiar na estrutura de comando e diz nãop ter qualquer indício de falhas no sistema, sublinhando que este incêndio teve caraterísticas únicas, nunca antes vistas. Mencionou o facto de num curto espaço terem sido encontrados 30 cadáveres, explicando que “numa área extensa de destruição de floresta, houve num curto espaço um fenómeno muito especial que tornou a situação muito específica”.

A tragédia de Pedrógão Grande provocou 64 mortos e 135 feridos.

Relativamente à recusa de ajuda espanhola, por parte de Portugal, com a ministra a afirmar que há pessoas com excesso de voluntarismo, o primeiro-ministro diz que “Portugal solicitou meios e felizmente que os mesmos têm aparecido”, justificando a posição da governante com o facto de não haver neste momento necessidade dessa ajuda específica da Galiza. “No dia que não confiar nas forças altamente profissionalizadas, algo correrá mal”.