Galeria dos Prazeres acolhe conferência sobre condição feminina nas zonas rurais

No próximo dia 1 de Julho de 2017, pelas 19h00, a Galeria dos Prazeres acolherá uma palestra intitulada “Meninos sim, meninas não: a condição da mulher na ruralidade madeirense em meados do século XX”.

Este evento decorre do tema da presente exposição de Ricardo Barbeito, “Ir à serra, nunca me foi permitido”, patente na referida Galeria dos Prazeres, e de uma das peças cujo título é “Meninos sim, meninas não”, refere uma informação divulgada à imprensa.

A palestra contará com a participação de Maria Zina de Abreu, professora da Universidade da Madeira, Manuela Barbeito, autora das memórias na base da exposição “Ir à serra, nunca me foi permitido”, e de Maria Ângela Calaça e Maria Mercês Pinheiro, residentes na freguesia dos Prazeres.

Procura-se, pois, neste acontecimento aberto ao público, recordar e reflectir sobre o papel da mulher na sociedade rural madeirense em meados do século XX, dominado pelo trabalho doméstico e agrícola. Isto tendo em conta, nomeadamente, a emancipação da mulher que ocorreria com o regime democrático em Portugal, com as consequentes transformações socioculturais.

Maria Zina de Abreu é Doutora em Cultura Inglesa e Professora Associada (aposentada) da Universidade da Madeira. É investigadora do CEAUL-Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa e do CIERL-Centro de Investigação de Estudos Locais e Regionais da Universidade da Madeira. As áreas científicas a que tem dedicado o seu trabalho de estudo e investigação incluem sobretudo a Cultura e Literatura Anglo-Americanas, a história da mulher e as questões de género, no âmbito das quais tem várias obras publicadas como “O Sagrado Feminino: da Pré-história à Idade Média” (2007) e “A Reforma da Igreja em Inglaterra: Acção Feminina, Protestantismo e Democratização Política e dos Sexos” (2003), tendo sido co-editora de obras como “Women Past and Present: Biographic and Multidisciplinary Studies” (2014).

Manuela Barbeito, licenciada em Fisioterapia e com o curso Complementar de Ensino e Administração, seguiu a carreira hospitalar, onde desempenhou o cargo de coordenadora, tendo sido nomeada presidente do Conselho Técnico dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, do Centro Hospitalar do Funchal.

Maria Ângela Calaça e Maria Mercês Pinheiro, residentes na freguesia dos Prazeres, são domésticas, possuem o quarto ano de escolaridade e darão o seu testemunho quanto à condição da mulher na localidade, em meados do século passado.

A exposição de Ricardo Barbeito está patente até ao dia 9 de Julho, na Galeria dos Prazeres. Este artista madeirense, a viver em Lisboa, desenvolve o seu trabalho entre o desenho e a instalação. No caso de “Ir à serra, nunca me foi permitido”, a escultura está também presente.