
“Conferir uma maior e merecida dignidade a este espaço e à memória das pessoas desta freguesia, que têm marcado, ao longo dos tempos, uma das atividades económicas que melhor reflecte a herança identitária desta comunidade: o lenhador ou serrador”. Foi este o objetivo da escultura recentemente inaugurada no dia da freguesia de Santo António da Serra, numa obra da autoria do escultor Emanuel Santos.
Foi aqui que o presidente da Câmara de Machico revelou já ter reduzido 70% da dívida do município, dando indicadores de que haverá folga orçamental nos próximos anos.

A este propósito, o texto de apresentação apresenta uma pesquisa histórica, onde lemnbra que “desde os primórdios do povoado de Santo António da Serra, já a historiografia, através de Jerónimo Dias Leite (Séc. XVI) referenciava o prestígio das madeiras da capitania de Machico e sobre isto escrevia: “Havia tanta quantidade de Madeira, tão formosa e rija, que levavam para muitas partes copia de taboas, traves mastos, que tudo se serra com engenho de água(…)” sendo que a actividade de lenhador (serrador ou fragueiro) tinha uma forte implantação na Ribeira de Machico, referindo a história os licenciamentos concedidos a João de Freitas Silva na Ribeira de Machico, para a construção de serras de água”.
A Câmara de Machico quis, com esta iniciativa, “homenagear o lenhador/serrador de Santo António da Serra, os de ontem, de hoje e de sempre, através de uma escultura que simboliza o trabalho relevante na extracção de madeiras e de afirmação desta comunidade”.
Nesta cerimónia, Ricardo Franco, o presidente da Câmara Municipal de Machico, relevou o facto de esta homenagem incidir sobre as raízes da freguesia e a importância do lenhador ou serrador, fazendo alusão, também, às boas relações institucionais entre a Câmara e a Junta, não obstante as dificuldades financeiras do município.
Ricardo Franco lembra que “nestes quase quatro anos à frente dos destinos do Município, apesar do enorme endividamento herdado de gestões anteriores, a actual Câmara tem conseguido resolver a difícil situação financeira, através da consolidação e equilíbrio das contas do Município e embora ainda estejamos a trabalhar com uma apertada margem de manobra temos conseguido realizar alguns investimentos públicos, distribuídos por todo o concelho, com trabalhos e obras de proximidade, úteis à população.
Tem sido uma tarefa árdua e um trabalho absorvente na resolução dos inúmeros problemas que ainda afligem a nossa Câmara. Um dos problemas que está a resolver de forma consistente tem a ver com o endividamento do Município. Neste momento esta Câmara já reduziu cerca de 70% da dívida, tendo passado de 27,5 M€ no início do mandato para cerca de 8,5 M€, actualmente, sendo 4,2 M€ referente a dívida bancária e 4,3 M€ de dívida a fornecedores, num processo que levará a que a nossa Câmara consiga, no próximo ano e meio, atingir um nível de endividamento muito abaixo da média das nossas receitas correntes, o que nos permitirá ganhar a folga orçamental necessária para um nível de investimento superior, em benefício do concelho e das populações das nossas cinco freguesias”.
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