Sofia Canha mostra a Calheta à secretária de Estado Catarina Marcelino

O grupo parlamentar do PS aproveitou a presença da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, para mostrar uma realidade fora da área urbana, nomeadamente na Calheta.

De acordo com um comunicado, Sofia Canha foi a porta-voz desta iniciativa, referindo que a Calheta é um concelho muito envelhecido, que apresenta grandes vulnerabilidades, sobretudo na área da população idosa. Todavia, afirmou que a Santa Casa da Misericórdia (SCMC) tem prestado, de facto, um apoio imprescindível e determinante para a população calhetense.

Enquanto candidata à Câmara Municipal da Calheta, Sofia Canha quis vincar que se assumir responsabilidades como presidente da Câmara Municipal, terá como uma das suas prioridades a área da terceira idade, salientando “que não basta assumir a responsabilidade em termos discursivos, é preciso assumir financeiramente”.

Neste âmbito lembrou que o Governo Regional exigiu ao Governo da República um reforço de financiamento. Contudo, o Executivo de Albuquerque não tem sido um bom exemplo, considerou.

“Ora vejamos”, disse a deputada Sofia Canha, “enquanto o Governo Regional dos Açores transfere cerca de 20 milhões de euros para o Instituto de Segurança Social, o Governo da Madeira retira, anualmente, cerca de 10 milhões de euros à Segurança Social, transferindo essas verbas para as políticas de emprego, sendo este um problema social que o Partido Socialista reconhece”.

Contudo, Sofia Canha não entende a razão pela qual não é o Governo Regional a fazer esse investimento. Ou seja, trata-se de uma contradição: por um lado, o executivo madeirense reclama ao Governo da República mais financiamento e um reforço de verbas para o Instituto; e por outro lado retira da Segurança Social 10 milhões de euros, que prejudicam as instituições de apoio à população, como é o caso da Santa Casa da Misericórdia da Calheta.

Por seu turno, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, disse que “os municípios têm de cuidar das suas comunidades, bem como o Governo Regional e Central, uma vez que a responsabilidade social tem de ser partilhada por todos”. Por outro lado, elogiou o trabalho efcetuado pela Santa Casa da Misericórdia que, independentemente de receber apoios financeiros, não desiste da sua população. A secretária de Estado salientou ainda que foi com agrado que aceitou o convite por parte do grupo parlamentar do PS.