Reino Unido em eleições e com atentados pode dar ou tirar força a May

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Theresa May quer, pelo menos, manter a diferença que tem de 17 deputados..

O Reino Unido está hoje em dia de eleições. O contexto não é o melhor, sobretudo depois dos atentados ocorridos recentemente e que colocam em causa a segurança interna, mas também um pouco a segurança da Europa.

Thereza May, 60 anos de idade e licenciada em Geografia, atual líder do Governo e representando o Partido Conservador, convocou as eleições para que o novo executivo possa negociar o “Brexit”, a saída do Reino Unido da União Europeia, com toda a legitimidade democrática. Só que na altura que o fez, a sua liderança era forte e as sondagens apontavam para uma vitória esmagadora, o que hoje não acontece, colocando-se mesmo a dúvida se manterá ou não os 17 deputados de vantagem que dispõe presentemente.

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Jeremy Corbyn é adversário de peso para May.

Se a vitória parece não estar em causa, já os números podem indicar um enfraquecimento de May face ao seu principal opositor, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, de 68 anos de idade, não licenciado, antigo jornalista e sindicalista.

A votação começou às 7 horas e prolonga-se até às 22 horas, num dia normal de trabalho, aguardando-se que os britânicos possam pronunciar-se em segurança, um dos pontos que pesam mais neste ato eleitoral. Os recentes atentados e a frequência com que têm ocorrido, num figurino novo, a que o mundo não estava habituado, levam a um clima de tensão e à própria fragilidade dos políticos, que não sabem muito bem como lidar com esta nova fase de desafios por parte dos terroristas.

Se não houver maioria absoluta, May terá forçosamente que negociar com outro partido, o que neste contexto seria um sinal de fraqueza que ela própria não gostaria der estar quando está em negociação uma controversa e importante saída do Reino Unido da União Europeia, a união política, uma vez que já não se encontrava na união monetária.

Os especialistas dizem claramente que aquilo que acontecer no Reino Unido pode influenciar a Europa, mesmo com os britânicos fora da União. O Presidente da República afirmou, recentemente, que os atentados ocorridos ultimamente levam a equacionar a segurança da Europa no seu todo, em articulação com o Reino Unido. Mesmo com o processo de saída, esta ideia não pode ser avaliada isoladamente e deve obedecer a uma conjugação de esforços.