João Batista alerta na Jaime Moniz que a nossa Casa Comum está doente e a precisar de cuidados intensivos

O geólogo João Baptista fez hoje um desafio aos alunos da Escola Secundária de Jaime Moniz, a convite da Coordenação das Atividades de Complemento e Enriquecimento Curricular: “Vamos cuidar da mãe natureza como cuidamos o nosso telemóvel».

Segundo este ambientalista, os jovens estão sistematicamente atentos ao seu telemóvel. Idêntica atitude deverão ter em relação ao planeta, cuidando e defendendo.

Segundo o investigador da Universidade de Aveiro, urge mudar o paradigma das mentalidades no sentido de pensar localmente e agir globalmente; ter a capacidade de salvaguardar a vida e promover o equilíbrio homem/natureza”.

Numa abordagem prévia, o investigador aludiu ao Papa Francisco: “O grau de progresso de uma civilização mede-se precisamente pela capacidade de salvaguardar a vida, sobretudo nas suas fases mais frágeis, mais do que pela difusão de instrumentos tecnológicos”.

Numa retrospetiva ao que tem acontecido na última década, o preletor referiu uma série de doenças (dengue), pragas, incêndios, erosão da praia do Porto Santo, escorregamentos, áreas inundadas nas aluviões… Tudo exemplos concretos de ocorrências sobretudo na ilha da Madeira. Daí que o investigador fale na “fragilidade da Casa Comum. A Mãe Natureza reage sempre às perturbações a que é submetida para se manter em equilíbrio. A nossa Casa Comum está doente e a precisar de cuidados intensivos».

Outro tópico de abordagem foi o de saber “como cuidar, proteger e valorizar a nossa Casa Comum”. Neste aspeto, sustentou: «Uma região rica é aquela que conhece, protege e valoriza os seus recursos naturais”.

Por fim, aludiu à “Pegada Ecológica – Quantidade de recursos naturais utilizados pelo homem num determinado espaço para manter o estilo de vida”.

O “Novo Compromisso”, na esteira do Papa Francisco, na “Laudato Si”, é a emergência de “cuidar da Nossa Casa Comum”, uma responsabilidade de todos.