BE denuncia limitações do Centro de Saúde do Porto Santo

Os deputados do Bloco de Esquerda deslocaram-se ao Porto Santo, para realizarem uma visita que visou sobretudo o contacto directo com a população, procurando, nas palavras de Roberto Almada, “auscultar as suas preocupações para melhor podermos intervir no âmbito do nosso trabalho no parlamento”.

De acordo com o coordenador do BE na Madeira e parlamentar, as principais preocupações dos cidadãos porto-santenses relacionam-se “com a deficiente prestação de cuidados de Saúde no Centro de Saúde do Porto Santo”.

Almada realçou que não está em causa o empenho, o trabalho abnegado de todos  os profissionais de Saúde que ali labutam, mas sim as limitações colocadas pelas infraestruturas, que não correspondem às suas necessidades.

“Não há resposta especializada, não há especialistas de muitas especialidades. Em muitas situações as pessoas têm de ser evacuadas para o Funchal, e muitas vezes com prejuízo de uma recuperação mais rápida e célere”, denunciou.

Outras preocupações manifestadas pela população ao grupo parlamentar do BE dizem respeito ao aumento do desemprego e à falta de apoio às pequenas e médias empresas, uma situação que piora nos meses de Janeiro e Fevereiro, quando o ferry Lobo Marinho vai para manutenção anual. O BE lembrou o contrato de concessão com a Porto Santo Line que, diz o partido, obriga a que as interrupções para manutenção “não prejudiquem a população”. Por isso, o Bloco diz que vai apresentar na Assembleia Legislativa Regional um projecto de resolução para intervenção do Governo Regional no sentido de pressionar a Porto Santo Line para colocar um navio a substituir o “Lobo Marinho” nos períodos de manutenção deste.

“Isto não é nada que estejamos a inventar, mas sim algo a que o contrato de concessão obriga”, salientou, considerando que, de certo modo, “os porto-santenses, passe o exagero, ficam em prisão domiciliária” nos meses de Janeiro e Fevereiro.

Roberto Almada disse ainda esperar que as obras na escola do Porto Santo, que foram anunciadas, “não se iniciem apenas depois das eleições autárquicas e se o PSD ganhar a Câmara do Porto Santo”.