Rainha Sílvia da Suécia na Madeira a 2 de Maio

Rui Marote

No proximo dia 2 de Maio chega à Madeira a Rainha Sílvia  da Suécia, para inaugurar o novo edifício anexo ao Hospício da Princesa D. Amélia  na Avenida do Infante.
Os laços da Madeira com a coroa sueca foram impulsionados pelos antepassados da rainha no século XIX. A construção do Hospício foi ideia da imperatriz D. Amélia e teve o propósito de homenagear a memória da filha, a princesa D. Amélia, que morreu vítima de de tuberculose em 1852.
Apesar de hoje já não funcionar como asilo hospitalar para doentes pulmonares, o hospício mantém outras valências, também elas previstas naquela altura pela sua fundadora, tendo em vista a acção social enquanto casa de caridade, orfanato, escola e lar de idosos.
O novo lar do Hospício Princesa D. Maria Amélia tem capacidade para 40 pessoas. O edifício, situado nas proximidades do prédio principal, acolherá o lar de idosos que faz parte, já desde há muito tempo, das valências daquela instituição. Conforme explicou ao FN Francisco Costa, administrador da Fundação que gere o Hospício, além da escola, da creche/infantário e do orfanato, o lar de idosos já existe há imensos anos, e tem estado a operar no edifício principal do Hospício, da Avenida do Infante. Porém, este prédio, inaugurado já em meados do século XIX, “necessitaria de adaptação profunda para continuar a dar aos idosos todas as condições que todos nós gostamos que os lares de idosos tenham”.

Por essa razão, a administração da Fundação do Hospício entendeu que seria preferível, ao invés de realizar obras profundas na casa-mãe – eventualmente até arriscando descaracterizar aquele que é um imóvel classificado e de grande interesse patrimonial, criar um novo edifício, que é o que será agora inaugurado.

A história da criação do Hospício remonta a 1852, ano em que chegaram à Madeira a viúva do rei D. Pedro IV de Portugal (também D. Pedro I, imperador do Brasil), que vinha acompanhada de sua filha, a princesa D. Maria Amélia. Esta estava muito doente de tuberculose. Já seu pai morrera pelo mesmo motivo. Mas no ano seguinte a jovem princesa morreu. Sua mãe, em sua memória e em agradecimento à forma como os madeirenses as haviam recebido, decidiu criar um hospital para os tuberculosos. E assim se fez. A família da imperatriz, a realeza sueca, a começar pela rainha Josefina, irmã de D. Amélia, deu continuidade ao seu legado, ao longo dos tempos. “É por isso que há fundos que são geridos, ainda com o apoio da Casa Real, que são fundos da Fundação da Princesa D. Maria Amélia”, esclareceu já ao FN Francisco Costa. Os idosos já foram transferidos para as novas instalações que se encontram em pleno funcionamento, e que não beneficiaram de apoios públicos do Governo Regional ou outros.

Desde de 1982 que a rainha não visita a Madeira.

O Funchal Notícias dá conta deste acontecimento com uma curiosidade: uma foto de arquivo da Rainha cumprimentando o nosso director adjunto Rui Marote, na companhia de outros colegas de profissão.