
Os orgãos de informação internacionais e nacionais estão a dar conta de dois mortos, um jovem de 17 anos e uma jovem de 24 anos, em consequência de confrontos durante o dia de manifestações na Venezuela, visando protestos contra o presidente Nicolas Maduro.
Para hoje, naquele país onde está uma forte comunidade madeirense radicada, estavam previstas várias manifestações, havendo mesmo quem aponte para aquela que está a ser denominada de “mãe de todas as manifestações”.
O Ministério Público já tinha confirmado, em comunicado, a existência de um morto, o jovem de 17 anos, que foi baleado e nao resistiu aos ferimentos, acabando por falecer no hospital. Os jornais estão a noticiar outra morte, uma rapariga de 24 anos.
Apoiantes e opositores do presidente Maduro estão a confluir para os locais das manifestações e, assim, naturalmente, a polícia aguarda por conflitos, situação que já começou a ocorrer quando eram 16 horas em Portugal, 11 horas da manhã na Venezuela.
O País de Simon Bolívar vive hoje o 207º aniversário da revolução de 1810 e, simbolicamente, os venezuelanos querem deixar marcas, algumas da pior forma.
A Venezuela tem vindo a sofrer uma degradação, a todos os níveis, pelo que neste momento há uma crescente preocupação entre a comunidade madeirenses, que já não esconde a existência de um clima de grande tensão, que pode comprometer o futuro do País e o dos próprios madeirenses que ali vivem, não sendo de excluir algum propósito de regresso à Madeira, em função dos permanentes conflitos a que temos assistido, à falta de alimentos e ao ambiente vivido, com Maduro a sofrer uma enorme contestação.
O ministro português dos Negócios Estrangeiros já afirmou que o governo da República está atento ao que se passa na Venezuela e tem um plano de contingência para apoiar a extensa comunidade portuguesa a viver naquele país.
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