É obra de artista

A imagem dá que pensar. Intervenções deste calibre põem o miolo do avesso. Há, porém, que lhes dar o mérito. Desafiam fronteiras, que se estendem entre o grosseiro ridículo e a ingénua genialidade. Ora bem, nem só de bustos e estátuas vive a controvérsia, no mundo das obras.

Ficamos pasmos, sem perceber se o pilar construído em frente da porta de garagem é o resultado de um exercício mental estratégico ou simplesmente uma aselhice, isenta de quaisquer culpas ou remorsos.

O que estará na origem da opção “engenhosa”? Terá sido descuido? Uma tentativa de marcar um novo patamar na arquitetura? Desatenção pura, mudança de planos?

Depois de matutar um pedacinho, o Estepilha avança com duas hipóteses para este corte da entrada a três quartos: encurtar as vistas aos fiscais da câmara ou estreitar o alcance do IMI. Se o conseguirem, é obra de artista.