Presidente dos Açores também clama no Fórum das RUP por uma efectiva Política de Coesão

Com Rui Marote (em Bruxelas)

O presidente da Região Autónoma dos Açores, Vasco Cordeiro, questionou na sua intervenção no Fórum das RUP, em Bruxelas, o porquê de, mais uma vez, ao longo de vários anos, os participantes nesta cimeira estarem de novo reunidos na capital belga, representando regiões que são a razão de ser de se poder afirmar que a Europa chega aos quatro cantos do mundo.
O tema da ultraperiferia, e os problemas porque as regiões passam exigem, disse, respostas. E é isso que os líderes das ditas regiões querem, porque, salientou, elas são necessárias e devidas.
“Acreditamos que podemos ajudar a construí-las ,se aceitarem a nossa ajuda”, declarou, tornando-as mais assertivas e mais focadas, se para isso a UE aceitar a participação das referidas regiões e dos seus legítimos representantes.
“Não podemos deixar de estar focados e empenhados em sair daqui com respostas”, sublinhou.
Vasco Cordeiro quer saber o significado, a relevância e a utilidade prática que a comissão, na sua próxima e muito aguardada comunicação sobre as RUP, pretende dar à decisão do tribunal de justiça das comunidades que reconheceu o artigo 349 do tratado sobre o funcionamento da união como base jurídica suficiente e adequada para acabar com a indefinição das medidas a tomar para com as regiões ultraperiféricas.
Sabermos qual a resposta da Comissão Europeia sobre a manutenção e a existência no futuro pôs 2020 da Política de Coesão como um dos pilares fundamentais do projecto europeu, dotada de força política e de recursos adequados a esse papel e a essa importância” é, considerou, essencial.
“Que resposta, ao final destes dois dias, devemos dar, por exemplo, a um agricultor que nos pergunte porque razão, se é certo que o relatório da Comissão Europeia de avaliação do Posei, de Dezembro de 2016, reconhece que esse é o instrumento que tem a capacidade de tratar os desafios agrícolas particulares nas suas implicações com situações geográficas das regiões ultraperiféricas, ao mesmo tempo, falha ao pronunciar-se sobre a escassez dos meios financeiros desse programa face a situações anómalas,como é o caso do sector leiteiro nos Açores?”, questionou o chefe do Executivo açoriano.