Rui Marote
Não há eventos sem barracas na placa central da Avenida Arriaga, São cerca de 67 dias ao ano em que estes expositores transformados em tasca, autorizados pela Secretaria da Economia, configuram um atentado à economia da região. Não pagam impostos e são um autêntico pé de meia de uma certa classe média.
Não se submetem a nenhum concurso para usufruir do espaço, não são feirantes mas sujeitam-se a colocar avental e são peritos nos variados tipos de poncha e pé-de-cabra manejando a arte do “pauzinho” como verdadeiros profissionais.
No ultimo evento, a presença de um DJ transformou a placa central nas “Vespas 2”.
Recordamos quando estas barraquinhas foram criadas pela Secretaria do Turismo; as mesmas tinham então uma finalidade, a divulgação do artesanato e produtos regionais compo o bolo de mel e vinho madeira. Hoje, trata-se dum arraial: falta pouco para ter a vaca pendurada e o braseiro ao lado. No último evento existiam pregos e até mini-espetadas feitas em grelhadores eléctricos.

O Secretário da Economia, que também tem a pasta do Turismo, inaugura e percorre o barracal envergando a camisola de turista, esquecendo a economia. Haja alegria e animação, pois o Manel mais Maria são da mesma opinião.
Quem tem opinião diferente são os estabelecimentos nas redondezas. E até já nos chegaram queixas da Zona Velha da cidade, dizendo que o movimento na semana de Carnaval empobreceu os comerciantes de lá, pois que a animação no centro do Funchal era tanta que os turistas nem se deslocavam àquela área da cidade, devido a esta concorrência desleal.
Quem somos nós para julgar…
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