PS-M preocupado com o valor do salário mínimo na RAM

O PS-M reuniu, esta tarde, com a União Geral dos Trabalhadores (UGT), bem como a União dos Sindicatos da Madeira (USAM), para auscultar os parceiros sociais sobre a proposta do Governo Regional que determina o valor da retribuição mínima mensal na Região. Esta proposta não foi objecto de apreciação em sede de concertação social, fazem notar os socialistas.

Após a reunião o líder do PS-M, Carlos Pereira, acusou o executivo madeirense de estar a governamentalizar a Concertação Social, uma vez que o Governo Regional ainda não convocou uma única reunião da comissão permanente de Concertação Social. Ou seja: ainda não existiu uma reunião entre o governo e os sindicatos e os patrões, de modo a decidirem os termos do aumento do salário mínimo, refere o PS-M. Existe um vazio total, no que toca a esta matéria, havendo até uma falsa ideia que o governo quer fazer Concertação Social, quando, na verdade, não a faz, porque não quer aumentar o salário mínimo, assevera.

O PS-M diz ver tudo isto com muita apreensão, tendo inclusive feito várias tentativas no sentido de apelar ao executivo de Albuquerque para que convocasse estes parceiros sociais para discutir os temas que interessam, sobretudo, aos trabalhadores. Mas até hoje, queixam-se, não aconteceu absolutamente nada. Carlos Pereira considera que há um irregular funcionamento do Conselho Económico e Social, que não cumpre os objectivos para que foi criado e “tendo em conta que os esforços, sistemáticos, do PS-M não surtiram efeito resta, agora, aos socialistas informar o Sr. Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, as nossas preocupações, conforme o que prometido na última reunião entre o Sr. Presidente da República e a direcção do PS-M”.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.