Francis Koné salvou a vida do guarda-redes adversário ou quase o matava?

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“Francis Koné, atacante togolês de 26 anos, ganhou destaque em todo o mundo por um gesto que valeu uma vida. Em jogo do Campeonato Tcheco entre sua equipe, o Slovacko, e o Bohemians 1950 ele impediu o goleiro adversário Martin Berkovec de se sufocar com a sua própria língua durante uma convulsão e colocá-lo de lado.

O momento dramático, que deixou desesperado atletas e torcedores foi encarado com naturalidade por Koné. Em depoimento exclusivo ao UOL Esporte por telefone, o atleta detalhou o resgate e contou outras experiências idênticas que teve em sua carreira.” in uol. Pode ler a notícia na totalidade aqui.

antonio-marquesSegundo António Marques, formador na área dos primeiros socorros e socorrista na Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação Madeira “o guarda redes teve sorte uma vez que não tinha nenhuma lesão medular. A elevação mandibula, tinha resolvido o problema da queda da língua e se havia sangue, sem aspirador de secreções, tinha de ser feito a sua lateralização em bloco. (A língua não enrola, com um individuo inconsciente ela perde tonicidade e relaxa, descaindo, e assim impedindo o ar de passar). Se o guarda-redes tivesse lesão cervical provocada pela pancada, poderia ficar, com as manobras de Koné, tetraplégico uma vez que qualquer movimento poderia comprometer a condução nervosa. Se a lesão fosse abaixo da C3 deixava de fazer, com as manobras de Koné, movimentos daí para baixo. Se a lesão fosse acima da C3 deixava, com as manobras de Koné, de respirar sozinho. Recentemente num Marítimo – Benfica tivemos um caso semelhante, com pancada violenta na cabeça e os procedimentos foram os adequados. Não são os 30 segundos que vão melhorar a vitima, mas actos precipitados podem deixar marcas para sempre.”


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