
O docente da ESJM e presidente da AICA-Associação de Investigação Científica do Atlântico, João Lemos, foi o orador, esta manhã, na Escola Secundária de Jaime Moniz, de uma conferência subordinada ao tema “A Importância do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento dos Territórios”.
A iniciativa, desenvolvida pela Coordenação das Atividades de Complemento e Enriquecimento Curricular, da responsabilidade de Vanda Martins e Cecília Ferreira, contou com a participação dos estudantes que assim puderam enriquecer os seus conhecimentos com a partilha feita por João Lemos.
Como refere uma nota à Imprensa por parte das coordenadoras culturais, “a Assembleia Geral das Nações Unidas, na resolução da 70ª Assembleia Geral, aprovada a 4 de dezembro de 2015, proclamou o ano de 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. (…) À semelhança do conjunto de atividades que temos vindo a organizar e a desenvolver junto da comunidade educativa, consideramos ser também este um momento oportuno, do ponto de vista pedagógico e educativo, para sensibilizar e consciencializar sobretudo os mais Jovens, para um dos setores privilegiados de desenvolvimento, nos seus vários pilares”.
O presidente do Conselho Executivo, Jorge Moreira de Sousa, destacou também a importância desta conferência no alargamento dos conhecimentos dos estudantes, dada a sua pertinência e atualidade.
João Lemos enquadrou o tema referindo que, “de acordo com a OMT (1993), o turismo sustentável consiste na satisfação das necessidades presentes dos turistas e comunidades locais, protegendo e elevando as oportunidades para o futuro.
O valor estratégico do turismo enquanto “motor” para o desenvolvimento dos territórios tem sido observado pelos agentes locais de todo o mundo e, como consequência, procura-se mais informação e formação para enfrentar, com garantias de êxito, as oportunidades que o turismo pode oferecer aos territórios onde este setor atua.
O turismo pode contribuir para reforçar os valores próprios de um lugar, reafirmar a cultura local, abrir a sociedade às influências do exterior e preparar um território para receber as atividades que promovam o desenvolvimento.
Foram apresentados os 10 destinos de turismo sustentável do mundo, alguns da Europa e os 5 portugueses, bem como as atividades a promover na Madeira relacionadas com o turismo sustentável.
Sugestões para o futuro da Madeira
– Fazer o levantamento de todo o património natural e construído por concelho, visando a criação de cartas do património, permitindo o surgimento de novos itinerários turísticos e diversificar a oferta municipal, salvaguardando os vários recursos naturais e construídos.
– Criar postos de informação turística em todas as freguesias da Madeira como forma de divulgar as potencialidades que cada uma dispõe.
– Atribuir incentivos financeiros aos agricultores para manterem os campos cultivados – paisagens verdes.
– Criar uma rede de geomonumentos e respetivos circuitos turísticos.
– Estudar os locais mais adequados para construir as plataformas para Asa Delta e Parapente na RAM.
– Criar infraestruturas e promover provas nacionais e internacionais de surf e de Bodyboard.
– Constituir uma empresa de capitais privados para gerir os percursos pedestres da Madeira, com guias especializadas em cada itinerário, enfermeiros e trabalhadores para a sua manutenção. Os percursos seriam pagos como forma de promover a sustentabilidade da empresa e dos próprios circuitos turísticos.
Publicar uma revista anual sobre o património e os itinerários turísticos e oferecer no porto e aeroporto da Madeira como forma de divulgar e promover o património existente em toda a Região.
– As atividades que se desenrolam na Natureza contribuem também para promover a Madeira no exterior e diversificar a oferta turística, atraindo grupos etários mais jovens.
– Promover mais Parques Ecológicos na Madeira (15) e as entradas seriam pagas.
– Criar Escolas Náuticas na Madeira formar e dinamizar atividades ligadas ao mar.
– Dinamizar mais o alojamento de montanha e o alojamento “Quintas da Madeira”, com site próprio.
– Integrar o Turismo como disciplina no ensino do 3º Ciclo e/ou do Secundário, promovendo uma cultura do turismo na sociedade madeirense e deste modo sensibilizar os jovens para as atividades turísticas.
– Constituir mais empresas de animação turística com vocação para as atividades a desenvolver em terra e no mar.
– Promover o conceito de sustentabilidade em todas as unidades de alojamento turístico da RAM.
– Criar o Conselho Regional do Turismo Sustentável.
Construir pistas de ciclismo integradas nos circuitos de natureza (para vários grupos etários).
– O Governo Regional deve dispor de mecanismos/instrumentos que lhes permita fazer a monitorização do destino Madeira.
– Construir lagoas a cotas intermédias na Ilha, a fim de recolher a água das chuvas e aproveitar a água que se perde no mar. Criar redes de água de rega nos principais núcleos urbanos: cidades e vilas.
– Os edifícios do Governo deveriam dispor de painéis solares para aquecer a água e produzir eletricidade.
– O nosso destino Madeira tem que estar certificado como destino de turismo sustentável. Para tal, o Governo Regional deve candidatar a Região a Destino de Turismo Sustentável à Global Sustainable Destinations.
– Para diminuir a poluição no Funchal e a carga de veículos, seria necessário: Comboio turístico entre o Porto do Funchal e a Zona Velha da Cidade; Elétrico sobre as ribeiras de São João e de Santa Luzia e Metro de superfície entre o Largo Jaime Moniz e a Praia Formosa, como trajeto principal.”
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