O PSD Madeira considerou hoje que a actual Câmara Municipal do Funchal ainda será conhecida como “a câmara dos segredos”.
Foi no âmbito duma conferência de imprensa realizada junto aos Paços do Concelho que João Paulo Marques, dirigente da Comissã Concelhia do Funchal e deputado na Assembleia Legislativa, afirmou que, “desde que esta Câmara está em funções, o Funchal passou a ser um dos municípios menos transparentes do País”. A acusação, diz o PSD, é comprovada com a publicação, na passada semana, do índice de transparência municipal para o ano de 2016, um ranking que pretende avaliar a transparência, rigor e integridade das Câmaras Municipais em Portugal.
“No ano de 2013, antes de esta nova câmara entrar em funções, o Funchal assumia-se como um dos municípios mais transparentes de Portugal, ocupando um dos melhores lugares no ranking de transparência. No ano de 2016, o Funchal passou a ocupar a posição 191, ou seja, com uma quebra preocupante de 125 lugares”, queixam-se os social-democratas.
Esta é, de acordo com João Paulo Marques, uma notícia preocupante, mas que não surpreende o PSD, que recorda que, mesmo depois dos requerimentos entregues na Câmara, os autarcas social-democratas continuam sem saber o número de idosos apoiados pelo município para a aquisição de medicamentos, quem pagou a sondagem eleitoral sobre a popularidade do edil funchalense Paulo Cafôfo e quantas pessoas foram nomeadas pela Câmara para a empresa municipal Frente Mar Funchal.
“Não deixa de ser caricato que a Câmara que, na história do Funchal, mais dinheiro gastou em acções de publicidade e de marketing seja também a mesma que é responsável por termos uma câmara menos transparente, com uma gestão menos rigorosa e com muito menos critério na utilização de dinheiros públicos”, disse, salientando que “é razão para perguntar o que esconde a Câmara do Funchal”.
O dirigente social-democrata realçou, todavia, que as maiores vítimas desta “câmara dos segredos” são a cidade do Funchal e os funchalenses.
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