A tutela da Saúde mudou com o novo secretário regional, mas o clima que se vive no Serviço Social do Sesaram não melhorou. Pelo contrário, algumas profissionais que prestam serviço nesta área falam em “agitação interna com indícios de compadrio, porque se promovem os amigos e não a competência”. Uma área a merecer uma outra intervenção por parte do secretário regional Pedro Ramos.
A situação envolve também uma agressão de uma assistente social a outra, há alguns meses, em pleno serviço, sem que a vítima tivesse sido devidamente protegida, pelo que apresentou queixa no Ministério Público.
Inicialmente, a nomeada diretora do Serviço Social, Fátima Pontes, oriunda de um centro de saúde, desconhecia a realidade hospitalar e os seus meandros, segundo os seus pares e demais profissional de saúde. Por isso, encontrou desde logo a natural oposição interna. Também por isso, pediu para sair, sendo encaminhada para os cuidados primários da zona Oeste da Região, com a nova tutela. O seu sucessor, Mário Pedro Fonseca, também não granjeia a simpatia do pessoal, “saturado de ver os amigos do poder a serem sempre promovidos”.
Transferências de asistentes
É que, para além da mudança de direção, há transferências de assistentes sociais do Sesaram para centros de saúde e vice-versa, sem que~, alegadamente, “as razões da competência tenham servido de critério, mas sim o compadrio”, o que estão a causar grande insatisfação interna. Algumas assistentes sociais receberam a comunicação de que mudavam de local de trabalho, sem justificação credível, o que as deixou revoltadas.
Mas não só. O FN apurou que, há já algum tempo, uma assistente social agrediu fisicamente outra, no local de trabalho, tendo sido aberto um processo de inquérito interno. Entretanto, a agressora terá continuado impune, queixando-se a vítima, internamente, de evidente falta de apoio ao longo deste tempo. Entretanto, a agressora terá apresentado participação ao Ministério Público e o processo corre a tramitação judicial própria, segundo asseguram as nossas fontes. A agredida, que sempre trabalhou no Hospital Dr Nélio Mendonça, foi agora transferida para o Centro de Saúde do Bom Jesus, enquanto a agressora foi mudada para a Nazaré. Mudanças que estão igualmente a ser criticadas a vários níveis.
Ninguém quer dar a cara ao FN para retratar o clima que se vive no Serviço Social do Sesaram, pois receiam as inevitáveis retaliações do sistema que prefere promover os seus indefetíveis. Quando Pedro Ramos entrou, todas as assistentes sociais foram chamadas ao secretário para uma reunião de trabalho e foram informadas das mudanças de serviço, o que tem despoletado um clima de grande insatisfação interna, pois ninguém compreende os critérios do secretário e do diretor do serviço. Fala-se “num estilo centralizador” e na “continuidade do amiguismo para os lugares”. Mudanças que não passam despercebidas aos demais profissionais de saúde que já as comentam publicamente, até mesmo no sentido de dizerem que “bem podem mudar os titulares mas enquanto prevalecer a defesa dos amigos o sistema dificilmente endireita.”
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