Socialistas querem mais transparência nos concursos de professores

Sofia Canha. reunião SPMO grupo parlamentar do PS-Madeira reuniu, esta terça-feira, com o Sindicato dos Professores da Madeira a propósito de “uma matéria que muito importa os professores e docentes que leccionam aqui na Região uma vez que pode implicar uma alteração profunda da sua qualidade de trabalho, sobretudo da relação que tem com a sua escola e zona de trabalho, e isto implica uma alteração que o Governo já anunciou”, disse Sofia Canha.

“Uma alteração que vai ter implicações com os professores de quadro de zona pedagógica e o Governo com o argumento de que nos últimos concursos, sobretudo o último concurso, por questões de mobilidade, questões de graduação profissional e por outras razões que alegadamente colocaram alguma injustiça, segundo o Governo, na colocação dos professores, vem agora [o Executivo] propor uma precarização do trabalho do professor de quadro de zona pedagógica ao transferir essa tal precariedade dos professores contratados para os professores de quadro. Ou seja, quer introduzir um quadro de zona única na Região, eliminando todas as outras zonas pedagógicas em que os professores estavam afectos”, alertou a deputada.

“Assim vai transformar uma zona com muito mais abrangência geográfica e de facto o que vai fazer é que os docentes que estão nos quadros de zona possam leccionar em zonas muito distantes da sua residência. E portanto, o que nós vamos exigir é que o Governo coloque mais transparência nos concursos, que abra concursos internos todos os anos para que de facto essa possibilidade de mobilidade, de afectação dos docentes a uma determinada zona e determinada escola lhe dê mais estabilidade no seu trabalho e possa desenvolver projectos numa escola por um período mais alargado”, acrescentou Sofia Canha.

A socialista denunciou ainda outro processo que o Governo introduziu, a bolsa de substituição, “que veio trazer outra vez mais instabilidade para os professores de quadro de zona pedagógica”. O executivo quer eliminar a contratação, mas ela é necessária”, concluiu.


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