Albuquerque critica governo central e promete luta nas eleições autárquicas

Encerramento do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote
Encerramento do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote

No discurso de encerramento do XVI do PSD/Madeira, o presidente do partido, Miguel Albuquerque, criticou o Governo Central e a oposição de esquerda, assume que vai avançar com a Revisão do Estatuto Político e Administrativo da RAM e garante que o partido saiu mais unido deste congresso pronto para recuperar as sete câmaras nas próximas eleições autárquicas.

Encerramento do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote
Encerramento do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote

Albuquerque começou por ir ao passado para lembrar que há 50 anos a Madeira tinha “condições de habitabilidade terríveis”, nomeadamente, sem saneamento básico e sem rede eléctrica e que a generalidade da população da Madeira vivia na pobreza”. Isto para lembrar que em 40 anos de autonomia houve muitos avanços e foi graças à social-democracia que hoje a Madeira vive tempos completamente diferentes.

Encerramento do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote
Conselho de Jurisdição do PSD/M- Foto: Rui Marote

“É importante evocar o passado histórico. Hoje temos uma Madeira mais justa, socialmente e economicamente, uma Madeira livre, democrática e europeia”, salientou contudo, lembrou que a autonomia política continua a ser o caminho e a solução para a Região. “Esta é uma luta política que continua, a autonomia política desta Região não está completa nem é suficiente, neste momento, o que se vê é o centralismo do Estado Português a se acentuar”, criticou, garantindo que “não recebemos lições de ninguém. Nós somos um exemplo para Portugal e somos o melhor exemplo”, vincou.

“Em política não podemos viver do passado”

EMesa do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote
EMesa do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote

Numa clara alusão à ala da velha guarda do jardinismo, atirou uma farpa referindo que “em política não podemos viver no passado, e ai daqueles que em política tentam retornar ao passado ou a viver no passado”.

As críticas ao Estado português pautaram quase todo o discurso de Miguel Albuquerque que que afirmou a Madeira não quer favores, “reivindicamos no contexto da legalidade por parte do Estado os nosso direitos cívicos. Se o Estado português não pode concretizar os princípios da solidariedade e da continuidade territorial, então tem a obrigação de assegurar num quadro político, jurídico e constitucional instrumentos que assegurem à Madeira e ao seu povo garantias de crescimento económico, o resto é conversa”, atirou.

“Saímos deste congresso mais unidos e mobilizados”

Secretariado PSD/M- Foto: Rui Marote
Secretariado PSD/M- Foto: Rui Marote

Nada de novo em relação ao sistema fiscal próprio e à produção de legislação própria apenas a garantia de que o  PSD vai apresentar “nova proposta de revisão do Estatuto Político Administrativo da Região” e estabelecer plataformas de diálogo com todos os partidos com assento parlamentar.  Contudo, Albuquerque frisou que “não estaremos dispostos a alienar princípios essenciais necessários e fundamentais para a nossa autonomia política e para assegurar a sustentabilidade económica”.

Encerramento do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote
Encerramento do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote

A fechar o líder do PSD/M pediu união aos militantes e disse que o partido sai mais unido e mais mobilizado deste congresso, “as eleições autárquicas começam dentro do PSD/M, saímos, deste congresso, mais unidos e mais mobilizados.  Somos os donos da nossa agenda política e apresentaremos no tempo próprio as melhores pessoas para servir os nossos concelhos e as nossas freguesias para mais uma vitória do PSD/M”, finalizou.

Encerramento do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote
Encerramento do Congresso PSD/M- Foto: Rui Marote

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