O PCP realizou hoje uma iniciativa na Lota do Funchal, que, segundo o partido, visou alertar para diversos problemas que põem em causa o normal funcionamento daquela infraestrutura. O dirigente comunista, Alexandre Fernandes, sublinhou que o PCP tem vindo a denunciar uma série de situações relativamente à Lota, entre as quais o facto de a estrutura estar “completamente degradada e indigna para prestar o serviço que se exige de qualidade e segurança”. A acrescer a isto, denunciou, “vem a administração da lota impor determinadas regras aos armadores e pescadores, sobretudo da pesca ao peixe-espada, que só demonstram o total desconhecimento de como funciona esta actividade”.
O PCP dá como exemplo: se uma embarcação, em plena faina em alto mar, necessitar de gelo, terá de entrar em contacto com a lota para agendar num período não inferior a 48 horas, a sua aquisição. Da mesma forma que, se uma embarcação, por algum motivo pretender regressar para descarregar à lota o pescado capturado, terá de fazer um agendamento para esta operação, também com um período não inferior a 48 horas. O partido questiona se isto tem alguma razão de ser, e já vai avançando a resposta: “Nenhuma”.
Segundo os comunistas, estes são apenas dois exemplos do “completo desnorte” dos responsáveis pela administração da lota. Estas regras, além de ineficazes, não fazem qualquer sentido numa actividade que depende de inúmeros factores, diz o PCP. Os agentes desta actividade devem ser facilitadores, mas o que parece com a aplicação deste tipo de medidas, é que querem dificultar ainda mais o trabalho já difícil destes homens, acusa.
Por isso, irá exigir explicações ao secretário regional da Agricultura e Pescas, pedindo a sua presença no Parlamento Regional.
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