O Estepilha confessa que nada percebe de obras de desassoreamento. Mas detivemo-nos ontem a observar o trabalhar das máquinas na zona onde o Governo Regional entendeu, em tempos, juntar as fozes das ribeiras de João Gomes e de Santa Luzia, e ficámos sinceramente perplexos. Vários camiões traziam uma quantidade inusitada de areia e pedras, de marcha atrás, desde uma zona da Ribeira de João Gomes acima da ‘Casa da Luz’, para a intersecção entre as duas ribeiras. Ali, a caixa dos camiões elevava-se e deitava toda a areia no chão. Uma escavadora apressava-se a movimentar a areia, nessa zona de intersecção das ribeiras, de um monte em frente à Ribeira de João Gomes, para outro monte em frente da Ribeira de Santa Luzia. E era isto. Deita aqui, tira daqui, põe acolá. Entretanto, observávamos as ondas que, do mar agitado, entravam pela zona das ribeiras adentro: quase dava para fazer surf. E pensávamos, na nossa ingenuidade: bem, com esta água do mar a entrar por aqui dentro desta forma, os inertes serão novamente empurrados para cima… ??
Até podemos estar a dizer os maiores disparates, e ter estado tudo a ser maravilhosamente bem feito. Mas quer-nos parecer, de qualquer modo, que estando as fozes das ribeiras tão expostas à água do mar, que não pede licença para entrar por ali acima, continuará a haver muita areia e pedras para limpar no futuro. E até nos lembrámos de alguém que em tempos afirmou que, por causa de certas grandes decisões de engenharia, ninguém jamais iria preso.
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