Navio ‘Black Watch’ recorre a mergulhadores para verificar hélices frontais

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Rui Marote

Deu entrada esta manhã no cais norte do porto do Funchal o navio de cruzeiros ‘Black Watch’, proveniente de Southampton. Após a estada de um dia na Madeira, deixará a ilha às 16 horas rumo a Bridgetown, Barbados.

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Durante esta escala, o navio fez uma verificação às hélices de apoio de proa, requisitando uma equipa de mergulhadores profissionais. Os dois mergulhadores apenas estiveram imersos cerca de 15 minutos, o que nos leva a crer que nada de grave se passava e que tudo estava operacional.

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As hélices de apoio são utilizadas para a atracagem e saída dos navios do cais, não sendo necessária a utilização de rebocadores durante as manobras. Recorde-se que este navio, nos últimos anos, tem sido alvo de algumas anomalias. Entre elas consta um incêndio nos motores auxiliares, quando fazia a ligação Açores-Madeira, obrigando a alguns trabalhos para recuperar os estragos nos geradores. O navio cancelou, entretanto, alguns cruzeiros nos fiordes da Noruega. As peças de substituição necessárias chegaram na altura à Madeira e o navio deixou o porto do Funchal ‘a meio gás’, numa velocidade reduzida até aos estaleiros.

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Nesta escala o ‘Black Watch’ aproveitou para efectuar a rendição de alguns elementos da tripulação, e para descarregar significativas quantidades de lixo… como se já não bastasse o que cá temos…

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Na altura do incêndio nos motores auxiliares que atrás referimos, o paquete da Fred Olsen Lines teve de enviar os passageiros para casa de avião, levando a totalidade do bilhete que pagaram pela viagem e mais 50% do preço. Era inviável continuar com os passageiros, até porque o sistema de ar condicionado ficou comprometido. A bordo seguiam 696 passageiros, na maioria britânicos, e 365 tripulantes, que permaneceram, quase na totalidade, a bordo.

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