Destruição de calçada portuguesa? Faz o que eu digo, não faças o que eu faço!

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Fotos Funchal Notícias.

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, Sérgio Marques apontou ontem na Assembleia Regional (ALM) o dedo à Câmara Municipal do Funchal (CMF) por cimentar provisoriamente a calçada para evitar a degradação qualificando-o de comportamento lesivo do património.

calcada2O Funchal Notícias percorreu a cidade e verificou que as obras sob tutela do Governo Regional (intervenção nas ribeiras) também estão, segundo as palavras do governante, a destruir a calçada portuguesa do Funchal.

calcada3O Secretário com a tutela das obras públicas na RAM referia-se, em concreto, a uma reparação na rede de águas levada a cabo pelos serviços municipais na Rua Serpa Pinto, no passado mês de Dezembro, e criticada publicamente pelo seu gabinete.

calcada4Contactada pelo Funchal Notícias, fonte da Presidência da CMF referiu que a edilidade partia do princípio de que o Secretário das Obras Públicas tinha conhecimento de que a especialização das tarefas numa reparação deste tipo envolve um trabalho articulado a três tempos, nomeadamente com a reparação imediata da rede de águas com restabelecimento do serviço; a reposição provisória da circulação pedonal e rodoviária nas zonas afectadas; e, por fim, o restauro definitivo dos pavimentos das vias e passeios e alguma eventual reedificação.

calcada5A Autarquia estranha ainda mais as palavras do Secretário quando se verifica que as intervenções em curso nas ribeiras do Funchal, da responsabilidade da SRAPE, têm cimentado calçada portuguesa um pouco por todas as suas imediações, como as imagens documentam.

calcada6A Autarquia funchalense lamenta que as críticas efetuadas “padeçam do que parece ser uma desonestidade intelectual politicamente orientada, atropelando o brio, a competência e o profissionalismo dos trabalhadores da CMF, que diariamente dedicam-se à melhoria da qualidade de vida dos funchalenses”.

“Reiterando a confiança no trabalho dos seus técnicos municipais, o Executivo camarário repudia mais este episódio em que o Governo Regional coloca a sua agenda política à frente de uma sã convivência institucional que é do interesse de todos os cidadãos”, remata.


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