Oposição com muitas críticas ao Orçamento Regional para 2017

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No segundo dia debate do Orçamento do Região Autónoma da Madeira para 2017 a sessão começa com a presença de todos os secretários regionais, e do presidente do Governo Regional.

A primeira intervenção do dia foi feita pelo deputado independente, Gil Canha, que em tom de ironia considerou este orçamento como “um menu à la carte para os tubarões” e pediu desculpa ao secretário regional do Plano das Finanças e Administração Pública, Rui Gonçalves, por ontem ter afirmado que o orçamento era “um baile de Máscaras e uma carta ao Pai Natal”.

O deputado Independente disse que esteve a ler melhor o Plano e Orçamento e afinal cometeu um erro e quis emendar o seu erro e hoje passa a considerar que “o orçamento é afinal um menu à la carte servido para os tubarões do regime”.

Foto: Rui Marote - Gil Canha Assembleia
Foto: Rui Marote – Gil Canha Assembleia

Gil Canha sugeriu ainda a criação de “um viveiro de tubarões” na Marina da Ponta do Sol.

Quintino Costa do Partido Trabalhista Português referiu que este orçamento é “comprado”, numa clara alusão às eleições autárquicas do próximo ano. “Este é um orçamento que é pago a peso de ouro”, e que quase “não tem investimento”, salientou o deputado do PTP.

Por seu turno, Roberto Almada, do Bloco de Esquerda, afirmou que “o Orçamento e Plano é uma evolução na continuidade das desastrosas governações das últimas décadas do PSD/Madeira”.

Roberto Almada alertou para o facto deste orçamento não se preocupar com o sector da saúde e lembrou a problemática das listas das espera para cirurgia, “como podemos acreditar em tais declarações apaixonadas se continuam por resolver os graves problemas das listas de espera nas cirurgias, cuja programa de redução dessas mesmas listas foram interrompidos e não se encontra, neste orçamento, um reforço de verbas para operar mais pessoas que desesperam por uma intervenção cirúrgica?”, interrogou.

O BE considerou ainda que este orçamento “é para pagar dívidas e não o desenvolvimento de programas que retirem milhares de madeirenses da pobreza extrema onde se encontram”.

Roberto Almada rematou com esta questão “Se isto é social, eu vou ali e já venho”.

As críticas a este orçamento para 2017 continuaram também do lado do PCP, com a deputada, Sílvia Vasconcelos a chamar a atenção do GR “para a falta de  rigor, para as falsas promessas e para a lógica de política da peta”.

Sílvia Vasconcelos acusou o governo de Miguel Albuquerque de “tudo prometer e nada fazer”.