“Chão de Orações” na Casa das Mudas a partir de 17 novembro

chao-oracoesO MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira apresenta no próximo dia 17 de novembro, pelas 18h30, na galeria de exposições temporárias, a mostra Chão de Orações, da autoria de Daniel Vasconcelos Melim.

Projeto integrado na programação anual do Museu, tem por objetivo dar continuidade à intenção de convidar, assiduamente, artistas plásticos com ligações à Madeira a apresentarem os seus trabalhos no MUDAS como ferramenta de apoio, registo e acompanhamento da atividade artística desenvolvida por estes criadores.

Daniel V. Melim nasceu em Coimbra, tendo, no entanto, crescido no arquipélago da Madeira. Atualmente vive e trabalha em Lisboa sendo, desde 2007, uma presença assídua no panorama artístico nacional.

Do seu percurso fazem já parte alguns prémios e nomeações como o Prémio Fidelidade Mundial Jovens Pintores (2011), ou, a nomeação para o Prémio EDP Novos Artistas (2007). Em 2014, foi um dos artistas referenciados para a short-list do projeto – 100 Painters of Tomorrow (Thames & Hudson).

É formado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2006) e em Applied Anthropology and Community and Youth Work (MA) pelo Goldsmiths College (Londres, 2016). Sobre a sua obra, escreveram já alguns críticos, escritores e curadores de arte, entre os quais, Delfim Sardo, Eucanaã Ferraz, Maria do Mar Fazenda, Pedro Faro, Luísa Soares de Oliveira, Celso Martins, e Fátima Lambert.

Autor de um trabalho, centrado, sobretudo, no desenho como ferramenta preferencial de expressão, nesta mostra individual – que marca o seu regresso à Madeira, ao seu primeiro “Chão”-, refere, sem reduzir o desenho à condição de ilustração que, uma das forças presentes tanto nos desenhos como nos textos é, certamente, a sua relação com “certos estados naturais e formulações culturais do território da ilha da Madeira”.

Reunindo um conjunto de vinte e cinco desenhos sobre papel, de vários formatos, Daniel Melim procura colocar em discurso direto o desenho e os textos-orações presentes no catálogo, mas palavras do próprio, – “Os textos presentes no catálogo são orações, no sentido mais aberto do termo, registando em palavras um esforço de comunhão com o mais íntimo e amplo da vida. As imagens, desenhos sobre papel, dialogam com as orações mas, são independentes. Ao público cabe interpretar o diálogo que existe entre os desenhos e as palavras.”

Do desenho, refere, muitas vezes, que, nada exclui, embora se efetive um processo de seleção natural, tendo como vocação abarcar o que comporta um olhar – Uns traços são desenho da natureza, outros apenas da natureza do desenho”-.

Delfim Sardo, em 2007, referia-se ao trabalho de Daniel Melim, dizendo que,- “Na prática de desenho de Melim, essa possibilidade anti-disciplinar surge como um banco de ensaio de questionamento das componentes holísticas da prática artística, sabendo que, na pluralidade de dispositivos e metodologias que (…) desenvolve, não se prefigura nenhum sistema arquivístico do desenho, mas um contínuo no qual diferentes metodologias e procedimentos contribuem para uma vivência crítica do desenho”.


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