O Bloco de Esquerda veio hoje dar conta, publicamente, das medidas com que contribuiu para o Orçamento de Estado para 2017. O deputado do BE na Assembleia da República, Paulino Ascensão, referiu que na Madeira há uma questão que está a centralizar as atenções: a não-inscrição, no dito Orçamento, de verba para a construção do novo hospital da Madeira. A este respeito, o parlamentar bloquista disse que “temos visto o PSD muito preocupado e indignado com esta situação”. Porém, o deputado garante que “não há razão para preocupações, porque o Orçamento de Estado ainda não está fechado”. A proposta chegou à Assembleia da República, competindo agora aos deputados aprovarem e fazerem as alterações que entenderem.
“Da parte do BE, vamos apresentar uma alteração, para que fique consagrada a verba para a construção do novo hospital na Madeira. E desafiamos os outros partidos, em particular o PSD, a aprovarem essa medida. Escusam de estar preocupados. Não há razão, porque o processo não está ainda concluído. A razão da preocupação e do nervosismo do PSD, que se multiplica em declarações contra o Governo da República (…) é que o PSD-M sabe que não pode contar com o PSD em Lisboa. Passos Coelho já veio dizer que não vai se comprometer com medidas deste Orçamento, tal como fez no Orçamento para 2016, em que deixou cair as propostas dos deputados do PSD da Madeira. Tudo indica que este ano vai acontecer a mesma situação”, apontou Paulino Ascensão.
Outra razão para a “vozearia” contra as medidas do Orçamento de Estado é, na opinião deste responsável do BE, desviar as atenções para a “incompetência, o falhanço do Governo Regional, como se os problemas da Madeira se resumissem ao novo hospital, quando há problemas gravíssimos, na saúde, urgentes, que precisam de resposta imediata, como a contratação de mais médicos, mais enfermeiros, mais técnicos auxiliares (…)”.
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