O partido ‘Nós, Cidadãos!’ perguntou hoje, em comunicado, qual visão da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura –e que trabalho está a ser desenvolvido– de forma a integrar o turismo e património cultural como uma mais-valia da nossa região?
A pergunta surge face à situação atual do Museu Vicentes.
“A Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura e a Direção Regional da Cultura, provavelmente com pouco peso político no governo do PSD-M de Miguel Albuquerque, permanecem com uma política pouco ou nada inovadora em matéria de enriquecimento cultural, e insistem, por exemplo, em manter fechado o antigo “Photographia Museu
Vicentes”, importante pólo cultural e, noutros tempos, de grande atração turística na região, há aproximadamente dois anos e meio”, revela o partido.
O partido ‘Nós, Cidadãos!’ relembra que o antigo “studio” de Vicente Gomes da Silva, criado em 1982, com o espólio da Casa Vicentes e depois ampliado com o de outras casas e fotógrafos da Madeira, foi encerrado ao público no dia 5 de maio de 2014, e desde então todo o cidadão nacional ou estrangeiro está impedido de ver e conhecer um importante património que é uma riquíssima fonte histórica da RAM do século XIX e XX.
“O Nós, Cidadãos! – Madeira e Porto Santo considera, novamente, que é urgente – e prioritárias – as já “prometidas” (e muito aguardadas) obras de requalificação deste imóvel classificado de “valor cultural regional” e “monumento de interesse público” (que correu algum risco aquando dos incêndios, no centro do Funchal, em agosto último), mas também que é imperiosa uma nova estratégia e política cultural para a região, pois a cultura representa hoje uma importante área de atividade em qualquer sociedade moderna que quer ser competitiva e desenvolvida”, revela.
O partido interroga a quem de direito:
1.º Quais são então os vetores da “reforma” que é necessária para uma nova política cultural na RAM?
2.º Teremos na RAM novas atividades/atrações culturais que ambicionarão captar novos públicos? Ou tudo permanecerá como até aqui e apenas procuraremos uma revitalização do tradicional?
3.º Tem a região vontade/ambição de captar novos públicos e promover novos talentos? Nos diversos domínios da cultura, está a região interessada em promover outros tipos de manifestação artística?
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