O general da reserva Avi Gil, ex-secretário militar de Netanyahu, denunciou que o gabinete do primeiro-ministro teria tentado alterar o registo oficial da hora de uma chamada crucial na manhã do 7 de outubro de 2023. Segundo Gil, a alteração visava fazer parecer que Netanyahu foi informado do ataque às 6h29, em vez das 6h40.
O que Gil alega
Gil disse que, em janeiro de 2024, uma estenógrafa do Gabinete do primeiro-ministro lhe comunicou que tinha recebido ordem do então chefe de gabinete, Tzachi Braverman, para mudar a hora registada de uma chamada de quatro minutos — de 6h40 para 6h29.
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Às 6h29, Gil acordou Netanyahu por WhatsApp, alertando para salvas de foguetes do Hamas e para a possibilidade de um ataque surpresa de grande dimensão.
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Às 6h40, Gil ligou-lhe numa linha segura com informações adicionais recolhidas entretanto; a chamada teria decorrido entre as 6h40 e as 6h44.
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Gil sustenta que os 11 minutos entre os dois contactos foram relevantes, porque nesse intervalo obteve informações que ainda não tinha na primeira comunicação.
Resposta de Gil
O ex-secretário militar descreveu a suposta intervenção como “falsificação” e falou de um comportamento “sistemático” destinado, na sua perspetiva, a proteger a imagem de Netanyahu.
Ele afirma que reportou imediatamente o caso, por escrito, à procuradora-geral Gali Baharav-Miara, e recomendou que qualquer futura comissão de inquérito exigisse as gravações originais, não apenas transcrições.
Contexto e contestação
Gil também disse ter notado, semanas após o ataque, uma recolha “desproporcionada” de documentos e transcrições por colaboradores de Netanyahu, feita — segundo ele — fora dos procedimentos normais.
O Likud rejeitou as acusações, classificando-as como politicamente motivadas. Até agora, os relatos disponíveis apresentam as afirmações de Gil como denúncias públicas; não há indicação, nos resultados consultados, de uma conclusão judicial ou de uma comissão que tenha confirmado a alteração dos registos.
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