
Esta iniciativa dará voz a quem vive, preserva e transmite este património, através dos testemunhos de representantes de três manifestações culturais do Arquipélago da Madeira: a Calçada Madeirense, a Romagem de São Pedro da Lombada de Santa Cruz e a Procissão das Cinzas em Câmara de Lobos, num momento de partilha e reflexão sobre os seus significados culturais, sociais e identitários, bem como sobre os desafios da sua salvaguarda e valorização.
A música tradicional madeirense estará também em destaque, com a Associação Musical e Cultural Xarabanda, através do projeto “Cantigas Cá de Dentro”, dedicado à tradição oral e à música popular madeirense.
O programa termina com uma visita à exposição “Património Imaterial: Saberes que inspiram”, que dá a conhecer diferentes manifestações do património imaterial através do olhar criativo dos jovens.
Esta iniciativa pretende ser uma oportunidade para escutar, partilhar e reconhecer a riqueza de um património que permanece vivo nas comunidades e se transmite de geração em geração.
Recorde-se que o Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, celebrado a 17 de outubro, foi proclamado pela UNESCO durante a 42.ª sessão da Conferência Geral, em novembro de 2023, constituindo uma oportunidade para reconhecer e valorizar a diversidade dos saberes, práticas, expressões e conhecimentos que integram a herança cultural das comunidades e que permanecem vivos através da transmissão entre gerações.
Em 2026, a UNESCO promove a celebração desta efeméride ao longo de todo o mês de outubro, tendo o dia 17 de outubro como momento de particular destaque.
Para Eduardo Jesus, Secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, a salvaguarda do património cultural imaterial é essencial para preservar a identidade da Madeira e garantir a continuidade de práticas e saberes que fazem parte da história e da vivência das suas comunidades.
“O património cultural imaterial está presente nas tradições que mantemos, nos conhecimentos que transmitimos, na música que nos acompanha e nas manifestações que continuam a mobilizar as nossas comunidades. É um património vivo, que só permanece se houver quem o pratique, quem o valorize e quem o transmita às novas gerações”, afirma.
O governante destaca, igualmente, a importância de dar visibilidade às pessoas e às comunidades que asseguram a continuidade destas expressões culturais, sublinhando que a sua preservação exige reconhecimento, envolvimento e transmissão de conhecimento.
“Ao reunirmos testemunhos em torno da Calçada Madeirense, da Romagem de São Pedro da Lombada de Santa Cruz e da Procissão das Cinzas, em Câmara de Lobos, estamos também a reconhecer o papel de todos aqueles que mantêm estas tradições vivas. Salvaguardar o património imaterial é valorizar as pessoas que lhe dão sentido e criar condições para que este legado continue a fazer parte da vida da Região”, conclui Eduardo Jesus.
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