O presidente do Governo Regional esteve hoje na inauguração da obra de requalificação do Lar do Porto Moniz, uma obra de 1,2 milhões de euros concretizada no âmbito do PRR e que permitiu a requalificação das 36 camas daquele estabelecimento.
Segundo o líder madeirense, que falava aos jornalistas, o próximo passo é adquirir o terreno e fazer a ampliação, através de um novo edifício, mas aproveitando toda a estrutura que o Lar do Porto Moniz oferece.
«É um desperdício funcional ter-se uma cozinha industrial, uma lavandaria, serviços técnicos e um corpo técnico para apenas este número de camas (36). A ideia é acomodarmos aqui os nossos idosos, com todas as condições, aumentando o espaço disponível em camas, com um novo edifício, que ficaria ligado a este. Será construído com verbas da Segurança Social da Madeira», avançou.
O líder madeirense recordou ainda que o programa PRR que agora termina permitiu-nos 611 lugares para valência de apoio Lar para idosos, 413 dos quais novos e os restantes (169) remodelados, «como foi aqui o caso».
«Tudo aqui foi novo, desde camas e equipamentos. Os quartos são novos. Só se manteve o número de lugares», explicou.
Depois, já durante o seu discurso, dentro das instalações, o governante lembrou a importância de se colocar a pessoa humana no centro dos direitos, liberdades e garantias. «Cada um deve ter a consideração e o respeito de todos nós. Ninguém é descartável. Independentemente da sua faixa etária», alertou.
Até porque, explicou, «uma sociedade de pessoas envelhecidas é uma sociedade de sucesso, que atingiu os seus objetivos de civilização». «A vida é a nossa maior dádiva. E a esperança de vida nos últimos quarenta anos aumentou quase 25 pontos», recordou.
Segundo o governante, «uma Sociedade que sabe olhar para os seus idosos e para as suas crianças é uma sociedade que aprendeu uma coisa: que aquilo que somos é aquilo que herdámos e aquilo que construímos para o futuro».
Neste momento, adiantou, «através destas instituições e através dos nossos serviços, temos este objetivo de criar uma Sociedade mais humana, mais solidária, mais inclusiva». Mas, acrescentou, de pronto: «Como eu não gosto da palavra inclusiva, digo uma sociedade onde o respeito e solidariedade com todos é uma constante, no nosso dia-a-dia».
A concluir fez questão de agradecer o trabalho de todos. E de agradecer a forma como foi recebido no lar, admitindo ser um dos momentos mais emocionantes da sua carreira política: Miguel Albuquerque tinha à sua espera, no Lar, vários balões que formavam a palavra gratidão. E viu uma utente declamar um poema alusivo e canções dos utentes
A empreitada contemplou a requalificação de 36 lugares residenciais, distribuídos por 12 quartos duplos e 12 quartos individuais, com instalações sanitárias.
A intervenção abrangeu a renovação das instalações sanitárias, a melhoria das acessibilidades, o alargamento de portas, a substituição de revestimentos e pavimentos e a impermeabilização de paredes e pisos. Foram também intervencionados espaços de apoio, gabinetes técnicos, corredores e zonas comuns.
A organização da empreitada em nove fases permitiu compatibilizar os trabalhos com a manutenção do funcionamento do lar, minimizando as perturbações nas rotinas dos residentes e evitando a necessidade de uma transferência generalizada dos utentes.
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