Capela de São Roque em Machico continua a degradar-se

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Fotos: Rui Marote

As paredes da capela de São Roque, em Machico, estão a sofrer o ataque impiedoso de pessoas sem consciência do património, supostamente jovens, que não se coíbem de frequentar a zona e de deixar ali inscritas as mais disparatadas mensagens. Inclusive, chegam a gravar profundamente letras e desenhos nas paredes desta capela que, originalmente data do longínquo ano de 1489, no cumprimento de uma promessa feita pelo segundo capitão donatário de Machico, Tristão Vaz Teixeira, pelo fim dum surto de cólera. A capela foi sujeita a obras posteriores, em 1739 e mais tardiamente.

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Classificada como de interesse público em 1940, e incluída em Maio deste ano na actividade ‘Capelas ao Luar’, promovida pela Direcção Regional de Cultura, a capela de São Roque foi já, em Setembro do ano transacto, tema de um artigo do Funchal Notícias, dando conta de que este património permanece incompreensivelmente fechado ao visitante e a degradar-se.

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Como de então para cá nada se alterou, e como é a própria população de Machico a contactar-nos no sentido de que denunciemos a situação deste imóvel de grande interesse histórico, só nos resta voltar a abordar a situação. O largo de São Roque, local frequentado por turistas mas também pelos próprios habitantes da localidade, não vê ali valorizada a capela. Tanto quanto se sabe, esta capela está sob a alçada da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, que tem não poucos imóveis históricos para recuperação. Pode supostamente não haver verba para fazê-lo agora – mas o facto de a nossa cultura, história e arquitectura religiosa ser desaproveitada turisticamente, principalmente na actual conjuntura, em que tudo o que tivermos para oferecer e para cativar o visitante deve ser utilizado, é lamentável.

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As torneiras do fontanário perto da capela proporcionavam uma água que era, inclusive, em temos considerada “medicinal”… mas as torneiras, demasiado rentes ao solo, agora ficam debaixo de poças de água do mar.

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As protecções que existiam atrás da capela, impedindo o acesso a jovens destruidores, deixaram de existir e agora os escritos escavados nas paredes proliferam. O Funchal Notícias deslocou-se ao local e encontrou dois rapazes atrás da capela tranquilamente a fumar “um charro”…

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