
Rui Marote
Eram às dezenas o número de polícias, securitas e segurança pessoal… Não há memória de coisa igual… Em matéria de visitas e ocasiões públicas, a Madeira já recebeu muitas ilustres personagens: os reis da Suécia, o Duque de Edimburgo, marido da rainha Isabel II de Inglaterra, o papa João Paulo II, Stephanie, a princesa do Mónaco, altos dignitários da ONU e da NATO e outras personalidades. Mas não nos lembramos de alguém que estivesse rodeado de tanta segurança. O ‘Hórus vivo na Terra’, para manter o equilíbrio cósmico, rodeou-se de uma segurança tipo Casa Branca, ou mais.
Enquanto decorria a inauguração do hotel Pestana CR7, o mundo estava agarrado aos écrans de televisão, e aos actos de terrorismo em Munique. O Funchal Notícias, entretanto, relata um episódio que lá se passou: a primeira figura da Região, Tranquada Gomes, presidente da Assembleia Legislativa Regional, ficou retido à porta. O Securita quis impedir a entrada do presidente, indicando antes uma porta das traseiras… Tranquada não gostou e teve de “puxar dos galões”, perguntando ao segurança se não o conhecia… Neste interim, o administrador dos hotéis Pestana interveio, e o assunto ficou resolvido.
O povo madeirense não conhece os seus governantes. Estes trabalhadores da segurança, melhor que ninguém, deviam saber quem os representa… para não cometerem gaffes…
Os convidados também se manifestaram desagradados por existir, junto à piscina, um espaço reservado, limitado por pendões, destinado somente a Ronaldo e família, tratando-se, portanto, da ‘sala do trono’, que se encontrava cercada por seguranças à volta.
Só faltavam mesmo uns “abanadores de leque”…
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